Algo que vale a pena ser visto…

Vocês deviam ver um vídeo da RBS de SC, com o jornalista Luiz Carlos Prates, falando sobre a história das passagens dos parlamentares.

Como não dá para colocar o player aqui, é só clicar aqui para ver.

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E ele levou…

Congratulations Mr. President…

A tão falada lei dos cibercrimes

Existe um Projeto Substitutivo (substitutivo ao PLS 76/2000, PLS 137/2000 e PLC 89/2003) criado pelo Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que torna única a lei que trata de crimes cometidos na Internet no nosso querido e amado Brasil. Este projeto acaba de ser aprovado no Senado e agora segue em direção da Câmara dos deputados. Agora fica nas mãos da Câmara dos Deputados vetar os artigos desta lei e, caso passe novamente sem vetos, ainda temos o veto do presidente Lula.

O projeto de lei tem uma idéia até interessante, mas “escorrega” em detalhes de profunda importância: um grande exemplo é o fato de que a preocupação é maior com a troca de arquivos do que com a pedofilia ou o cybercrime.

Só como exemplo, os provedores de acesso podem ser obrigados, via pedido judicial, a delatar a uma gravadora algum usuário que esteja usando programas de bittorrent, independentemente de o arquivo ser legal ou não. Além disso, os provedores precisarão manter por três anos uma listagem de quem fez o quê e que lugares visitou na web.

O assunto mobiliza várias pessoas, sejam usuários da web, jornalistas e até professores da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas, que alegam que nenhum país criminaliza o acesso a informações na internet da forma como Azeredo propõe e completam dizendo que a aprovação desta lei levaria à criminalização em massa de usuários de internet.

Vale lembrar que a rede é, essencialmente, uma máquina de cópias. Para qualquer site, blog ou fotolog acessado, existe uma cópia do lugar no seu HD. Algumas coisas que podem ser de extrema importância num futuro próximo, podem se tornar ilegais no Brasil. Por exemplo, o Google está digitalizando milhares de livros fora de catálogo e muitos deles têm o detentor do copyright desconhecido. Se o dono aparecer, eles vão tirar da lista, mas em caso contrário, fica público. Mas acessar a esta, que será a maior biblioteca pública do mundo, será ilegal no Brasil com a aprovação desta lei. Indo mais longe, salvar uma foto de seu artista favorito no seu HD pode se tornar crime, já que não se pode fazer uma “cópia sem pedir autorização”, baseando-se no trecho da lei que diz que não se pode “obter ou transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular, quando exigida”.

Sérgio Amadeu resume bem aqueles que podem ser os objetivos desta lei em post no seu blog que vale muito a pena ler.

Marcelo Träsel, do blog politico A Nova Corja, enviou uma carta a todos os senadores sobre o assunto. A assessoria do senador Eduardo Azeredo respondeu a mensagem original dizendo que algumas “pessoas de ma fé estão divulgando informações erradas e infundadas sobre esta proposta”. Nos comentários, o próprio Träsel postou uma “tréplica” enviada aos senadores, dias após a resposta de Azeredo.

Já existe uma petição online encabeçada por pesquisadores e professores universitários que será encaminhada aos senadores e deputados protesto contra o projeto de lei. Se você gosta da sua liberdade ao sentar na frente do seu computador, possui o mínimo de dissernimento para saber o que fazer ou não durante a sua navegação e, principalmente, não quer ser considerado um criminoso pelo simples fato de acessar este blog, vale a pena assinar a petição.

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Vale lembrar que o Senador Eduardo Azeredo, que considera os contrários a lei “pessoas de má fé”, foi um dos acusados no caso do Mensalão, aqui em Minas Gerais. Ora, se eu sou uma pessoa de má fé, o que dizer de alguém que foi beneficiado pelo caixa-dois?

Ahhhh, como eu adoro esse Brasil!

Jingles eleitorais, parte 1!

Adoro essa época de eleição para prefeitos e vereadores, porque é quando a capacidade daqueles que se envolvem com as campanhas eleitorais se aflora de uma forma incrível. Sou obrigado a confessar que eu adoro isso. Não tem nada melhor do que você andar pela rua e começar a ouvir aquele carro de som maravilhoso falando “vote em fulano, número 98754”.

Mas, hoje em dia, apenas dizer “vote em fulano, número 98754” já não seduz o eleitor. Aí que entram os jingles eleitorais. Aquelas musiquinhas de rima fácil que sempre ficam na cabeça da gente, mesmo que a gente escute apenas 1 vez na vida. Tem uma, maravilhosa que é a seguinte:

Argemiro, nesse eu acredito
Pense bem na hora de votar
13113, é do PT
O melhor pra Sabará!

Era algo maravilhoso sair do colégio e ouvir essa canção “desfilando” pela cidade. Tem uma outra daqui de Sabará mas eu (graças a Deus) não me recordo da letra.

Mas, porque deste post?

Porque hoje, dia 09 de julho, ouvi o primeiro jingle eleitoral das eleições 2008. Não me lembro o nome do candidato, até porque isso já seria demais, mas sei que é candidato a vereador em BH e o jingle é algo super criativo, mais ou menos assim:

“E já se ouve aquele zum zum zum, vote 14 3 2 1!”

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Na hora eu fiquei pensando em outras legais que poderiam ser usadas, tipo essas aqui:

“Pra que você não dance na eleição, vote 26579 de coração!”

“Eu não quero nem saber, vou votar 26579 pra valer”

Adoro essa época! Ainda serei “marketeiro” eleitoral na minha vida!

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Ps.: Leitura obrigatória: Minha coluna no Portal Music Life e meu post no Cinema de Buteco. Não perca!

Rapidamente…

1, 2, 3 e já…

1) Coluna nova no Music Life, onde abordo as “primeiras impressões” que as pessoas podem ter e se elas realmente são as que ficam, como diz aquele bom e velho ditado. Para ler, clique aqui!

2) Ainda no Music Life, a Rádio ML versão beta já está no ar. Lembrando que é uma versão beta e que estamos abertos a sugestões. Se ficou interessado e quer ouvir, é só clicar no banner logo aí embaixo e curtir um pouco…

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3) Primeiro devaneio feito pela minha pessoa no blog “Cinema de Buteco”. Você já viu Chicago? Gostou da atuação – ou de alguma outra coisa – de Zellweger, Zeta-Jones, Gere e Latifah? Quer saber o que eu escrevi? Simples, clique no aqui bem AQUI e veja!

4) E num é que o Fidel “deixou” o poder?

5) Perder pro Social? Ah, mas assim num dá né PUTA GORDA!

6) É hora de ir! Jack Bauer está na TV!

Adiós muchachos!

Vamos falar de política?

Bem, eu sei que poucos serão aqueles que vão ler isto, até por não se tratar de uma corrida presidencial brasileira e sim americana, mas visto a tamanha importância que as “primárias” estão tendo nos canais de tv, sites de internet e até mesmo nos blogs, resolvi “cortar a onda” pseudo-humorística deste blog e falar um pouco mais sério.

Por mais que os Estados Unidos sejam considerados por muitos – e por eles mesmos – como um modelo de democracia, isso não significa que seu sistema eleitoral esteja livre de falhas ou que seja de fácil entendimento. Ao contrário do que ocorre no Brasil, o chefe de Estado é eleito por um processo indireto. Cada estado elege um determinado número de membros do colégio eleitoral (ou delegados), que por fim elegem o presidente. O número de delegados varia de acordo com a população do Estado: por exemplo, a Califórnia possui 54 votos eleitorais – dados da última eleição –, o Wyoming possui apenas três.

Os delegados são definidos através das eleições primárias e a escolha muda de estado para estado, assim podemos verificar um sistema chamado de “open primary” em que é atribuído o direito de voto a todos os cidadãos, inclusive aos que não dispõem de filiação partidária, recebendo cada um dos inscritos um boletim (primary ballot) correspondente aos partidos com maior dimensão. A partir daí, efetuam uma escolha pessoal sobre em que eleição pretendem intervir – se na eleição do candidato democrata ou na do candidato republicano (é o que se verifica nos estados de Wisconsin, Montana, entre outros).

Por outro lado, certos estados adotaram o método “closed primary” em que cada eleitor inscrito tem de declarar a sua filiação ou preferência partidária e recebe somente o boletim correspondente a esse partido.

Uma vez realizadas as eleições primárias e definidos os delegados de todos os Estados, os partidos organizam as suas Convenções nacionais, nas quais os candidatos são oficializados. Para se tornar o candidato oficial dos Republicanos ou dos Democratas, o indivíduo que eleger maior número de delegados nas primárias, será o candidato a Presidente apoiado pelo respectivo partido.

O Colégio Eleitoral possui 538 membros ao todo e para eleger-se presidente, o candidato precisa obter os votos de 270 desses membros. Todavia, em 48 dos 50 estados, se um candidato obtém maioria de votos, ele recebe todos os respectivos votos eleitorais daquele estado.

Só para exemplificar, vamos supor que o estado A tenha 10 Delegados. O povo vai as urnas novamente [sem a obrigação existente no Brasil] e escolhe o seu candidato. Se o candidato A foi o mais votado, ele leva todos os 10 delegados do estado ou então o número de delegados equivalente ao seu partido, caso o estado não faça parte dos 48 citados anteriormente.

E assim vamos somando os delegados até que alguém chegue ao número de 270 e seja declarado o vencedor.

Isso faz com que o sistema do Colégio Eleitoral seja alvo de reiteradas críticas, em especial após a eleição supostamente fraudulenta de George W. Bush em 2000. Naquela ocasião, Bush recebera todos os 27 votos eleitorais correspondentes à Flórida, após suspeitas de uma fraude que teria sido armada por seu irmão Jeb, governador desse Estado. A diferença de votos a favor de Bush na Flórida foi mínima.

Voltando ao campo da exemplificação, o candidato A pode levar todos os delegados de um estado com apenas um voto a mais do que o candidato B. Já em outro estado, o B pode levar só a sua parte dos candidatos tendo mais de um milhão de votos a mais que o candidato A.

Confuso não é mesmo? Depois querem reclamar de que o voto no Brasil ainda é obrigatório e que aqui deveria ser como lá.

Pelo menos não temos um “Bush” se candidatando…

Para quem se interessar, nos dois blogs portugueses que listo a seguir [um deles aliás de onde eu tirei boa parte da explicação acima] você pode acompanhar as eleições passo a passo, saber sobre todos os pré-candidatos e curiosidades da Eleição Americana de 2008.

http://politica2008.wordpress.com

http://euaelections2008.blogspot.com

Um dia eu volto…
xD