O comportamento humano no transporte público!

A muito tempo tenho uma teoria baseada no nosso comportamento dentro dos transportes públicos brasileiros e, após a organizar de forma clara em minha mente, resolvi compartilhar este pensamento com o mundo – ou com os poucos que ousam ler o que eu escrevo neste blog.

Este estudo não tem nenhuma intenção de ser preconceituoso, é apenas uma forma de avaliação de como as pessoas se sentem mais confortáveis dentro de um ônibus e foi divido em três etapas. Nestas etapas, temos comportamentos diferentes de acordo com as opções encontradas pelo usuário dentro do transporte em questão, então, nada melhor do que eu mesmo dividir este post em etapas.

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Quem viaja sozinho

Para começar, todas as pessoas que alguma vez na vida já entraram em um transporte público (leia-se ônibus) sozinhos, sempre buscaram se sentar próximo a janela, para evitar qualquer tipo de incomodação e, até mesmo, poder fazer uma viagem tranquila até o seu destino. Neste ponto, todos nós somos iguais, afinal, todo mundo que pega um ônibus sozinho, visa sentar-se próximo a janela ou, como costumo dizer, no canto.

Agora, quando não se tem a opção de se sentar no canto e nós somos obrigados a ocupar um banco no corredor do ônibus, o comportamento difere com relação ao sexo e a opção sexual de cada um.

Se você é mulher, independente da sua opção/preferência sexual, você sempre vai buscar se sentar o mais próximo possível da porta e ao lado de outra mulher. Quando as duas opções são alcançadas, o alívio deve ser instantâneo. Quando sentar-se próximo a porta não é possível, a mulher busca sentar ao lado de outra mulher, independente do lugar. Quando se sentar ao lado de uma mulher não é possível, ela busca o local mais perto da porta, ao lado de um homem. Nota-se portanto que, para a mulher, sentar ao lado de um homem quando se está sozinha em um ônibus, só mesmo em último caso. Existem mulheres que até preferem ficar em pé ao se sentar ao lado de um homem, mas este tipo é super raro, eu mesmo nunca vi, mas já me relataram.

Agora, se você é homem e é heterossexual, ao perceber que não existe lugar para se sentar no canto, automaticamente procura um lugar para se sentar ao lado de uma mulher. É institivo, raramente um homem heterossexual senta-se ao lado de outro homem, tendo a oportunidade de se sentar ao lado de uma mulher. Quando não existe um lugar ao lado de uma mulher, o heterossexual tem duas opções: Se a viagem é longa, se senta ao lado de um homem, se a viagem é mais curta, boa parte acaba indo em pé, salvo quando está cansado ou saindo do trabalho, onde a opção de voltar em pé para casa é quase inutilizada.

Se você é homem e tem preferências homossexuais, normalmente você deve se sentir mais a vontade ao se sentar ao lado de um homem. Então, quando não se tem um local no canto, a primeira opção é se sentar ao lado de um homem, se não existir um lugar, aí sim se senta ao lado de uma mulher. Voltar em pé, só em último caso.

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Quem viaja acompanhado

Quando a viagem é feita por um homem e uma mulher, sejam eles namorados ou só amigos, e existe a possibilidade dos dois sentarem-se juntos, quase sempre a mulher se senta no canto e o homem no corredor. Raros são os casos em que o inverso acontece. Se os dois não podem se sentar juntos, quase sempre a mulher se senta e o homem fica em pé próximo a ela ou então os dois se sentam separados, mas não distantes.

Quando a viagem é feita por dois (ou mais) amigos(as) do mesmo sexo, independente de suas preferências, e existe dois lugares juntos, quase sempre quem entra primeiro se senta no canto. Quando existem lugares separados para todos, na maioria das vezes cada um senta em um lugar. Um(a) amigo(a) ficar em pé próximo ao outro (a), na maioria das vezes ocorre somente quando não se tem mais lugar vago no ônibus.

Agora, quando o grupo de amigos envolve pelo menos três pessoas e é mesclado, quase sempre as mulheres levam a preferência, independente de onde vão se sentar ou da ordem de entrada no ônibus.

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Segurar coisas de outra pessoa

Este é complicado. Nem sempre as pessoas estão dispostas a segurar sacolas ou mochilas de outras pessoas enquanto estão sentadas. Então, se você está em pé e está segurando alguma coisa, não conte muito com a boa vontade das pessoas porque, infelizmente, ainda são poucos os que se colocam a disposição para carregar alguma coisa.

Quando você é mulher e vai carregar algo de alguém, você utiliza do bom senso e carrega aquilo das pessoas que estão próximas, independente do sexo ou do tamanho do que será carregado. Quando é a mulher que está em pé, na maioria das vezes em que lhe são oferecidas a benevolência do ser humano, as mulheres só entregam as sacolas ou mochilas. Bolsas? Sempre no ombro, independente do peso. São raras as mulheres que confiam suas bolsas a outras pessoas dentro de um ônibus, mesmo que ela não vá sair de perto da bolsa durante a viagem.

Agora, quando você é homem e vai carregar alguma coisa de alguém, o instinto sempre fala mais alto e, ao oferecer o “serviço”, quase sempre visa as mulheres. Só carregam coisas de outros homens quando aquilo o está incomodando ou então a pessoa está cheia de coisas e está um pouco atrapalhada. Por outro lado, quando o homem está em pé, aceita que carreguem qualquer coisa dele e por qualquer pessoa. Mal se pronuncia a frase “posso carregar” e as coisas já estão nas mãos de quem está sentado.

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As exceções

Claro que toda regra tem as suas excessões, claro também que tem gente que age de forma incoveniente dentro de um transporte público.

Se depois de ler isso, você mulher se lembrou daquele homem que sentou-se ao seu lado, começou a lhe “cantar”, lhe entregou um cartão com seu telefone e ficou pedindo uma forma de contato insistentemente, até que você se irritou e desceu do ônibus três pontos antes do seu local de descida ou se você é homem e se lembrou daquela mulher que estava com uma sacola na mão e você, gentilmente, ofereceu para segurar a tal sacola quando, de repente, apareceram umas 10 coisas para você também segurar, saiba que esses comportamentos típicos de uma minoria realmente não se encaixam neste estudo, são comportamentos que eu não vou ousar a tentar compreender e acho que você deveria fazer o mesmo.

Descobertas já “descobridas” antes…

Todo mundo falava dela, todos os blogs postavam sobre ela e eu, como o “corno manso”, sempre sou o último a ouvir as coisas…

Ontem, durante o Altas Horas, a Mallu Magalhães apareceu por lá, cantou música, deu entrevista, riu, recebeu aplausos de todos, olhares do Zeca Pagodinho e eu fiquei tão “de cara” com ela que pá, tinha que falar dela aqui…

Aí, achei o vídeo, aí resolvi postar aqui, mas por favor, se você não viu o vídeo ainda, não leva o Serginho tão em consideração assim. Ele é um bom profissional, mas tem vezes que chega a ser doloroso ver/ler/ouvir suas entevistas…

Detalhe: Mallu tem 15 anos, compõe em inglês, gosta de Bob Dylan, Beatles, Cash e por aí vai. Num mundo onde o Créééééu comanda, essas surpresas são muito agradáveis.

Aliás, falando em créu…

Se o seu pão cai no chão, alguém vira e grita “crééééu”…
Se você responde algo errado na sala de aula.. “crééééu”…
Se o seu time perde um jogo no fim de semana… “créééeu”…

Ahhh se todos os pais educassem os filhos assim, com música de qualidade…