Oscar 2009

Vamos as minhas apostas no Oscar 2009, premiação que será entregue amanhã:

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Melhor Filme
Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Ator
Mickey Rourke, por O Lutador

Melhor Atriz
Meryl Streep, por Dúvida

Melhor Ator Coadjuvante
Heath Ledger, por Batman – O Cavaleiro das Trevas

Melhor Atriz Coadjuvante
Marisa Tomei, por O Lutador

Melhor Diretor
Danny Boyle, por Quem Quer ser um Milionário?

Melhor Roteiro Original
Andrew Stanton, por WALL•E

Melhor Roteiro Adaptado
O Curioso Caso de Benjamin Button. Roteiro de Eric Roth e Robin Swicord

Melhor Filme Estrangeiro
Não vi nenhum dos filmes, prefiro não aposto.

Melhor Animação
WALL•E

Melhor Fotografia
Batman – O Cavaleiro das Trevas. Fotografia de Wally Pfister

Melhor Direção de Arte
Batman – O Cavaleiro das Trevas

Melhor Figurino
Austrália

Melhor Montagem
Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Maquiagem
O Curioso Caso de Benjamin Button, maquiagem coordenada por Greg Cannom

Trilha Sonora Original
Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhor Canção Original
“O Saya”, de Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhor Edição de Som
Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhor Mixagem de Som
Quer Ser Um Milionário?

Efeitos Especiais
Batman – O Cavaleiro das Trevas

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A frase de janeiro…

Esqueci de postar, então vai agora:

“Eu já te contei que fui atingido por um raio sete vezes?!”

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Todo mês, uma frase que marcou aqui!

QoS: 007?

Tá, antes de mais nada é bom dizer: o filme não é ruim, não é de se jogar fora e o Daniel Craig tá melhorando (jesus, olha o que eu tô falando)…

[SPOILERS]

Mas, aquele início eletrizante de perseguição, o primeiro terço dos 106 minutos de filme não me pareceram 007. Talvez se a M (Judi Dench) não aparecesse, se não tivesse a abertura característica (que me lembrou a novela “Tieta”), se eu tivesse comprado o ingresso as escuras e não estivesse alí por causa da franquia 007, ia parecer mais um filme de ação tipo Duro de Matar ou qualquer um que tenha o JCVD (Van Damme) no meio.

Antes que venha algum cinéfilo maluco e super-fã de James Bond me encher de correções, vou dizer: sou fã da fase Connery MESMO, adoro a fase Moore e Brosnan MESMO e tenho mil ressalvas a fase CRAIG mesmo. Achei desnecessárias as menções a filmes antigos, principalmente a morte da Strawberry Fields (Gemma Arterton). Achei o filme “corrido” demais, tecnológico demais (ou será que a série cujo Daniel Craig conta não se passa ANTES dos filmes de Connery, Brosnan e talz?).

James Bond levando só uma das duas bond girls pra cama? Como assim? Ah claro, ele ainda tá aprendendo as técnicas de sedução, aprendendo a ser um cavaleiro, aprendendo sobre as bebidas, aprendendo que informante bom é informante VIVO.

Já disse algumas vezes e volto a repetir: Pra mim, essa é uma sequência desnecessária. Voltar ao passado era desnecessário a série, não está acrescentando muita coisa pra mim e tenho medo da série mais antiga se perder no meio dessa coisa toda. E depois do Craig? E a Quantum? E o White? Como encaixar essa “trilogia” do Craig lá no início da história? Craig sai após o Bond 23?

Quero deixar claro, nada contra o Craig (que está bem melhor no Quantum of Solace do que no Cassino Royale), contra Marc Forster, contra o vilão “meia boca” Greene (de quem eu esperava muito mais). Meu problema é mesmo com a parte executiva, é com a Brocolli, contra o roteiro estranho de QoS.

Enfim, que venha o 23 e que nele tenhamos um GunBarrel decente, a trilha original presente em cenas do filme, uma abertura que se encaixe na música tema do filme (em QoS não rolou química), um Bond menos Van Damme e mais Bond e uma trilha composta pelo Metallica. haha

Tá, o último não é tão necessário assim. =)

[/SPOILERS]

Quem tiver afim de ir ao cinema, aproveite. É uma boa diversão.

Vale lembrar que…

…dia 007 de novembro (desculpe a piada, não resisti), estreia o mais novo filme de James Bond nos cinemas pelo Brasil a fora. Andei lendo algumas coisas, inclusive SPOILERS, mas não se preocupe, pode ler este post até o final, porque eu não vou contar que “Quantum Of Solace” faz referências a “Goldfinger” em uma cena bem peculiar, que a tão famosa “James Bond Theme” – ao que parece – não está presente, que o roteiro é melhor que o de “Cassino Royale” – até porque, se fosse pior era pra jogar de vez a série no lixo – e, que a cena mais empolgante – segundo um site especializado na série – é uma perseguição de carros.

Poderia contar também que o vilão… bom, deixa pra lá.

Você deve estar se perguntando se eu vi o filme, certo? Pois então, não vi não. Só li pelo menos uns 1000 spoilers antes da estréia. É a primeira vez que faço isso, até porque esse filme estava sendo bastante esperado por mim – não como o filme do Coringa e não de forma tão acentuada como o filme do Coringa – e acabei não resistindo, ao contrário do ocorrido com o “The Dark Knight”.

Sexta-feira estarei lá. Pelo menos eu creio que sim…

A semana em tópicos…

# Hoje é quinta ainda, mas a semana já tá completamente falida, em solidariedade a incrível economia americana.

# Me perguntaram se a música anterior era para alguém: Não, não é! Até porque, os meus professores na PUC não vão ler este blog mesmo…

# Cheguei a conclusão – sozinho e sem a ajuda de ninguém – de que eu “perdi a mão” nesse blog. O blog perdeu o foco, não dou um “up” nas categorias especiais que eu criei, tipo a “pessoas que fazem falta” ou a “vai entender” ou faço um post digno de ser lido e, até mesmo, indicado para alguém. Se é que eu já fiz isso neste recinto cheio de devaneios…

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Três coisas super importantes e que você deveria fazer/ver/ler:

1) Já indicou o seu artista favorito no ML AWARDS 2008? Clique AQUI e faça a sua parte enquanto não fazemos a nossa!

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2) Já viram o clipe do novo “Bond Theme”? É, saiu o clipe oficial de “Another Way To Die”, música tema da mais nova aventura cinematográfica de James Bond, interpretado mais uma vez de forma horrível pelo projeto de ator Daniel Craig. O filme, de nome “007: Quantum Of Solace”, chega aos cinemas em novembro.

Sobre a trilha, eu gostei. Teve gente que odiou. haha

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3) Ainda falando de música, o global Zeca Camargo está indo rumo a sua segunda volta ao mundo. Você deve estar se perguntando qual a relação deste fato com a música, certo?

Pois bem, é que o apresentador está postando em sua coluna no G1 uma lista de 1000 músicas que, segundo ele, “o fizeram ouvir a própria música de um jeito diferente”.

Até agora, ele postou 600 músicas e você pode visitar o blog do cara e conferir tudo, caso lhe interesse o gosto musical do Zeca Camargo. Eu tô acompanhando e gostei da lista. Tem coisas incríveis, outras que eu ainda não conheço e recomendo a qualquer um que goste de saborear canções de qualidade

Isso sem contar o fato de que o Zeca escreve muito bem, seja sobre música, cinema, livros, viagens e por aí vai.

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Prometo dar “um jeito” neste blog. hahah

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[Ouvindo: Nove Mil Anjos – Chuva Agora]

The Dark Knight: Palavras (quase) finais…

Antes de despejar uma quantidade enorme de palavras, é bom lembrar que “cada um vê um filme” e, por isso, algumas opiniões podem ser opostas. 😉

Hoje estive, por pouco mais de 150 minutos, na companhia de um dos melhores filmes que eu já vi na vida. E digo mais, este é o melhor “filme de super-herói” já produzido na história. É clichê começar uma tentativa de resenha desta forma, mas eu não vejo outra forma para me referir a  Batman: The Dark Knight (Batman: O Cavaleiro das Trevas). Quer dizer, até vejo, mas aí seria mais clichê ainda, se é que isso é possível.

The Dark Knight começa com uma Gothan City aparentemente mais civilizada, já que a criminalidade temia a presença do Batman e a sua aplicação contra o crime. Se aproveitando desta situação, o tenente James Gordon (Gary Oldman) apenas apresentava o já conhecido bat-sinal, o que já era suficiente para que os bandidos deixassem as ruas, já que o herói poderia estar por perto. Além do medo aparente do homem-morcego, havia o promotor Harvey Dent (Aaron Eckhart), que lutava bravamente para colocar atrás das grades os principais mafiosos de Gotham, sem se deixar levar por qualquer tipo de corrupção, algo que ele combatia impiedosamente, inclusive dentro da própria polícia. Obviamente, isto era visto com bons olhos pela população e, mais especificamente, por Rachel Dawes (Maggie Gyllenhaal). População essa que, acometidos de grande inspiração pelas ações de Batman, ocasionalmente se disfarçava de Homem-Morcego em busca da boa e velha “justiça com as próprias mãos”, mas, como já era de se esperar, tudo se resultava em ações sem sucesso.

No meio de uma Gothan aparentemente tranquila, surge um ser estranho, com uma maquiagem de palhaço que tentava esconder suas cicatrizes. Ser que, ao ver uma Gothan nas mãos dos mocinhos, ganha carta branca dos mafiosos para “instalar o caos”.

Assim como em Batman Begins, o primeiro filme da “nova sequência”, Christopher Nolan tenta nos passar uma idéia de que, mesmo que muitos possam pensar nisso como um “devaneio”, ter um Batman ou um Coringa (Heath Ledger) andando pelas ruas de qualquer cidade do mundo não seria algo tão impossível. Enquanto Bruce Wayne (Christian Bale) trabalha ao lado de seu mordomo Alfred (Michael Caine) e do cientista Lucius Fox (Morgan Freeman) em busca do aperfeiçoamento de todos os artefatos utilizados, podemos ver um lado de “construção” do herói, algo que não existia nos filmes de Tim Burton e Joel Schumacher.

Com a chegada do Coringa, Gothan mergulha no caos, instaurado graças ao medo que o ser maquiado causava em toda a população, com suas ações totalmente insanas. O Coringa visto neste filme é um ser sempre ameaçador e com uma risada que, era por si só, um exemplo de toda a crueldade que ele carrega, algo totalmente diferente do Coringa que nos foi apresentado por Jack Nicholson no Batman de Tim Burton, que mesmo bizarro, era algo engraçado. Não que o Coringa de Ledger não nos cause risadas, mas o lado sarcástico deste novo Coringa causa um fascínio incomum, roubando a cena a cada aparição, algo não tão presente no antigo Coringa.

Nos apresentando uma figura de andar torto e cabelos bagunçados, Ledger nos mostra um ser que, além do sarcasmo peculiar, apresentava vários detalhes que servem de exemplos para representar a sua mente perturbada. Detalhes como o fato de nunca focar o olhar no mesmo objeto ou pessoa por um longo período ou então o tique de fazer com que a sua língua percorresse a boca, como se estivesse “conferindo” as suas feridas.

Não dá pra esquecer a cena do Coringa fazendo uma visita a Dent no hospital. O comportamento e, principalmente, o desfecho de sua passagem pelo local, algo triunfante.

Ledger faz com que o Coringa abuse do fato do filme não nos apresentar uma versão definitiva para a origem do vilão. O Coringa é um ser que surge sem nenhum tipo de explicação ou passado, fazendo com que seja difícil entender o que causa uma motivação ao Coringa praticar seus atos, já que claramente ele renega o dinheiro ou poder, talvez dando a entender que o seu objetivo seja unicamente “causar”.

Por outro lado, temos a já conhecida complexidade de Bruce Wayne, que por diversas vezes se via torturado pelas conseqüências de seus atos e lamentando pelo surgimento dos “justiceiros anônimos” e dos vilões, algo que ele sempre creditava a simples existência do Batman. Por várias vezes se vê um Wayne em busca de uma rápida solução para tudo, algo que faça com que ele abandone a máscara e leve a sua vida normal, se é que a vida de Bruce Wayne pode ser considerada normal, com todo o dinheiro, patrimônios e o seu lado “playboy”, o qual não foi tão retratado neste filme como em Batman Begins.

Não dá pra deixar de destacar também o elenco por trás do confronto entre Batman e Coringa. O filme nos apresenta cada um dos personagens “secundários” com suas funções bem exercidas. É bom ver o Alfred se comportando como uma ligação entre o mundo do herói e o mundo real para Bruce Wayne; o tenente Gordon como um homem que sempre luta em busca do bem, mesmo enfrentando a presente corrupção no seu local de trabalho; o grande Lucius Fox que nos dá a impressão de que tudo o que o Batman usa em sua luta contra o crime são coisas simples de se fazer; Rachel Dawes com o seu ímpeto e sua forma destemida de encarar os fatos e Harvey Dent, o cavaleiro branco, que nos mostra com uma intensidade, um homem que sente cada vez mais o peso da pressão enfrentada devido ao seu cargo e a sua postura. Homem que acaba tendo uma trajetória trágica, mas super importante.

The Dark Knight é um filme quase perfeito. Todos os detalhes presentes, a sua produção, imagens incríveis, som maravilhoso e cenários muito bem trabalhados. É incrível ver por exemplo o escritório de Dent todo bagunçado, cheio de pastas jogadas e sem uma cadeira para os “convidados”, deixando evidente o lado trabalhador e obstinado do personagem.

Este é um dos “filmes de super-heróis” mais bem produzidos que eu já pude ver. É um dos filmes onde cada personagem foi bem trabalhado, cada cenário bem utilizado, cada trecho sonoro foi apropriado, cada piada ou tentativa de “ser engraçado” ficou bem encaixada no contexto do filme, como no momento em que Lucius Fox (brilhantemente interpretado por Morgan Freeman), recebe uma ameaça de Reese (Joshua Harto) pedindo dinheiro em troca de seu silêncio sobre a real identidade do Batman.

E por tudo isso, e mesmo sabendo que ainda estamos em julho, estou aqui radiante e batendo palmas por cada um dos 153 minutos que fizeram deste segundo filme da série escrita por Nolan, o melhor “filme de super herói” que eu já vi e, porque não, o melhor filme de 2008, sem sombra de dúvidas.

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The Dark Knight [O Cavaleiro das Trevas, 2008]
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Direção: Christopher Nolan
Roteiro: Christopher Nolan e Jonathan Nolan
Gênero: Ação
Duração: 153 min

Elenco: Christian Bale (Bruce Wayne/Batman), Heath Ledger (Coringa), Aaron Eckhart (Harvey Dent), Michael Caine (Alfred), Gary Oldman (James Gordon), Morgan Freeman (Lucius Fox), Maggie Gyllenhaal (Rachel Dawes), Chin Han (Lau).

Trailer:

The Dark Knight: 02 Days!

aaahhhhhhhhh, ansiedade do %$@#@%$#