correria da semana..

Nussa, essa semana vai ser movimentada e não será do jeito que eu gostaria.

# Segunda tem apresentação de trabalho.
# Terça tem filme (calma, não virei ator ainda).
# Quarta tem DIA ML, preciso fazer uma super atualização.
# Quinta tem prova + exercício sobre um livro (ao qual não acho pra ler).
# Sexta tem estudo dirigido sobre um texto (que não li) e sobre o filme que verei na terça.

Além disso, essa semana deve entrar no ar a 246º versão do meu site pessoal. Adeus flash pesado, vou voltar ao bom e velho html. Talvez com alguma coisa em flash, talvez 100% html, ainda não tenho certeza de nada, nem mesmo do modelo de template que será usado, mas sei que vai aparecer site novo.

Sábado tinha show do TM e uma festa. Vão ficar pra próxima.

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Não podia deixar de dizer uma coisa:

ADEUS ZIZA, SEU FILHO DE UMA MULHER DA VIDA! 
SOME DO MEU GALO, CACETE!

Voltando ao normal…

Depois da “semana TDK”, acho que este blog vai voltar um pouco ao normal, se é que ele já foi normal um dia. Muitas coisas aconteceram nestes dias pré-filme do Coringa e eu me “alienei” de tudo. Por isso, este post será uma volta a realidade, fazendo um resumo de tudo o que aconteceu nestes últimos dias. Vamos falar de música, artistas, esportes e casualidades da nossa querida web.

No notíciário do “Eu, eu mesmo e meus devaneios” de hoje, você fica sabendo que:

~> Uma suposta fita com cenas picantes de Avril Lavigne caiu na net
~> Música inédita do Guns N’ Roses deve aparecer em um game
~> Mais uma foto “picante” de Miley Cyrus cai na net
~> Nelsinho Piquet conseguiu o seu primeiro pódio na F1
~> 40 mil pessoas foram a parada gay de BH
~> Kelly, Donna e Brenda vão participar do remake de Barrados no Baile
~> Em dia de Petkovic, galo vira e ganha do Coritiba no Mineirão
~> A era do silicone acabou. Surge uma bebida que aumenta os seios
~> O nome da filha da atriz Jessica Alba é Honor Marie

E talvez a notícia que mais me causou espanto (e não digam que estou sendo irônico, ok?) nesta semana:

~> Morre, aos 101 anos, a atriz Dercy Gonçalves

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A morte da Dercy vai deixar uma lacuna no Brasil, tá certo que muitos não gostavam dela, mas ela vai fazer falta neste mundinho onde muita gente pensa muito antes de falar ou nunca fala o que realmente tem vontade.

A tal sex-tape que dizem ser da Avril que apareceu do nada na net [e ainda com Don’t Tell Me de fundo musical, conforme notícias relacionadas] é só mais uma notícia vinculada a este assunto. Não sei se realmente é a Avril ou não, até porque eu não vi o tal vídeo, já que tenho mais o que fazer do que ver a Avril ou quem quer que seja praticando atos libidinosos com alguém. Mas a coisa mais legal disso tudo e que eu não podia deixar de citar é um post que saiu no site Estilo EMO, que por sua vez foi encontrado na comunidade da cantora no orkut, falando sobre o assunto, com argumentos incrivelmente inteligentes [e isso sim foi totalmente irônico].

A Miley Cyrus tá dando pano pra manga, hein? Ou seria tirando as mangas do pano? Tá na hora de alguém correto e temente a Deus [adorei este termo usado no site emo acima] conversar com essa menina pra ela parar de mostrar o sutiã, a calcinha ou tirar fotos tomando banho só com uma T-Shirt branca. Daqui a pouco ela começa a sair na rua sem calcinha, num “momento Britney” e não vai ser nada legal pra Disney, que a um tempo já está de “cabelo em pé” por causa da Vanessa Hudgens. Quem acha que tá na hora da Disney contratar jovens puritanas dos conventos levanta a mão? o/

Honor Marie? Ahhh, me perdoe Jessica. Eu sei que você tentou superar o nome do filho da Marisa Monte, mas não deu. E eu ainda acho Mano Vladimir mais cult. Quem sabe na próxima gestação Jessica?

Seria chato da minha parte dizer que Shannen Doherty, Jennie Garth e Tori Spelling ficaram felizes com o remake de Barrados no Baile porque elas não tinham realmente nada pra fazer no mundo artístico e estavam completamente esquecidas? Coitadas. Que maldade da minha parte…

No mais, aguardo pela música do Guns, pela tão falada “sequência de vitórias” do Galo, pelos “dias melhores” do Nelsinho Piquet e, principalmente, pelos direitos exclusivos de venda da “Boza” no Brasil.

Ou será que você ainda não imaginou a fila de pessoas querendo comprar a bebida para aumentar os seios? Sejam mulheres querendo aumentar os seus próprios seios, homens querendo presentear a sua companheira ou até mesmo homens que querem liberar o seu homem feminino, aquele que segundo o Pepeu Gomes, não fere o seu lado masculino.

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Falando em Pepeu Gomes, daqui a pouco ele volta a aparecer aqui no blog, contando uma história que eu quase não acreditei! É só ficar sentado aí que o noticiário já volta!

😛

“O que está acontecendo…

…o mundo está ao contrário e ninguém reparou!”

Uso esta frase de Nando Reis para falar de algo que encontrei pela net, chamado de Projeto 2012. Não é nenhum evento de música, muito menos uma competição esportiva e sim, um preparativo para o fim do mundo.

É meu caro, você não leu errado. O mundo vai ACABAR e RENASCER ou, numa frase que veio a cabeça agora, o planeta Terra vai passar por um upgrade, tudo isso com base no que é dito pelos membros criadores e seguidores do supra-citado projeto.

Para dar uma leve resumida, a Terra – como todo o sistema – está chegando ao final de um “ciclo de vida” que dura 26 mil anos. Ciclo este que se reinicia no ano de 2013. Até chegarmos em 2012 – mais precisamente no dia 21/12 – vamos presenciar alguns “efeitos” deste fim do ciclo na vida humana no planeta como catástrofes e o clima instável que se tornarão mais frequentes.

No exato dia 21/12/12 a Terra vai passar a “girar ao contrário” graças a uma inversão dos polos causada pelo planeta Hercolubus, que está vindo em nossa direção para realizar a “limpeza” física e espiritual na Terra, causando o seu renascimento.

Mas a humanidade não estará sozinha. Extraterrestre – seres evoluídos ou irmãos mais velhos, como são chamados pelos membros do projeto – virão nos ajudar.

O resto? Bem, o resto você descobre no site do projeto, lendo o about – enorme – que está bem aqui ou então vendo o vídeo abaixo.

O mais legal de tudo isso, é que as explicações fazem sentido. Menos a da ajuda dos “irmãos”, porque aí já é demais pra mim. Mas, vamos aguardar, se no dia 21/12 tudo se for, eu quero viver para contar esta história. Pena que não vou ter mais este blog e nem você o seu computador, mas quem sabe a gente não se vê por aí em alguma nave interplanetária de transporte.

E você? Acredita nisso?

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obs.: Repare no vídeo no momento que ele chega aos 5 segundos. O vídeo feito pelo colombiano Gabriel Vallejo tem uma curiosidade. Veja e faça a seguinte pergunta: “Que torcida é essa?”

Resposta: A MASSA ALVINEGRA MAIS FODA DO PLANETA! GAAAALO! o/

Até em vídeo sobre o fim do mundo, a massa atleticana representa a felicidade. hahaha

ahhh meu galo!

Por várias vezes eu já tentei me “desligar” do futebol e deixar de acompanhar o Atlético Mineiro, meu time de coração a 21 anos, que por diversas vezes já me proporcionou momentos de glória – como o seu centenário – ou momentos tristes e de decepção. E acho que este é mais um momento de decepção.

Muitos dizem que o time é vice-campeão estadual e chegou as quartas da Copa do Brasil e que estamos reclamando “atoa”, pois o time tem uma base boa e almeja grandes coisas. Sinceramente, não é o que eu penso e não é de hoje.

É difícil ver um time ir “ladeira abaixo”, tudo em prol do saneamento de dívidas das quais nenhum torcedor tem conhecimento do valor total, a quem o clube deve e quanto é que cada um tem direito. É difícil ver uma diretoria que entende muito de administração e nada de futebol. É difícil ver jogadores que não acrescentam nada ao elenco mantidos, “panelinhas” formadas por alguns jogadores que tem a capacidade de derrubar e vetar técnico, enquanto isso os poucos que se importam com o clube não tem chance de jogar, sempre ficam no banco de reservas ou são renegados e jogados para escanteio. É difícil ver um marketing trabalhar de forma tão ineficaz e ainda ter a coragem de vir a público se “gabar” de seus “grandes feitos” como pagar quenianos para levar a bandeira do galo para o pódio após a São Silvestre.

Mas vamos por partes, para não se perder neste texto.

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Primeira pergunta: Cadê a auditoria? É claro que a diretoria está fazendo um bom trabalho administrativo, comparando com as cinco últimas gestões, o nosso Ziza Valadares está com uma gestão muito boa, pagando as dívidas, mas você sabe o tamanho da dívida do clube? Eu não sei. Você sabe a quem o time deve? Eu não sei. Sabe quanto cada um tem direito a receber? Eu não sei. É preciso uma auditoria para que se saiba a real dívida do clube para depois começar a pagar, essa história de “pagar sem saber” chega a ser contraditório porque passa a impressão de que se eu acordar e ir na sede para dizer que eu tenho algo a receber, ele vai fazer um acordo e me pagar. Mas, como disse anteriormente, a diretoria faz um bom trabalho administrativo, mas só na área administrativa, porque o “futebolês” de todos alí está infinitamente abaixo de todos os times da Série A e alguns da B do Brasileiro. Ver alguém vir a público e dizer que “devemos ficar orgulhosos de ter tentado” contratar tal jogador me deixa enojado. Orgulho de ter tentado Sr. Hissa Elias Moysés? Ultimamente eu tinha orgulho dos jogos maravilhosos, das disputas acirradas pelos títulos, por ver grandes jogadores como Taffarel, Gilberto Silva, Beletti, Dedê, Caçapa [anos 90 – que eu vi pessoalmente], Eder Aleixo, João Leite [anos 80] e inúmeros outros nomes importantes que passaram por aqui. Isso sim me dava orgulho e não ver que a diretoria estava negociando com alguém que nem era empresário do determinado jogador que queriam contratar.

Ver alguém como o Sr. Álvaro Cotta Texeira da Costa, nosso incrível Diretor de Marketing, falar publicamente que o projeto Sócio-Torcedor não é rentável traduz fielmente como o Marketing funciona. Ir a TV e falar, sem comprovação, até eu faço. Não é preciso ir muito longe para ver que o Sócio-Torcedor funciona, mas a insistência em “depreciar” o alheio é algo que impera dentro dos que trabalham no Atlético. Normalmente, se diria que a grama do vizinho cresce mais verde que a do galo, mas no caso da diretoria, é sempre a grama do galo que cresce mais vistosa, mesmo sendo claro que isso é a maior mentira. O sócio-torcedor não é rentável? Então alguém me explica porque que o Inter quer chegar a 100 mil sócios antes de completar 100 anos? Se não é rentável, porque o clube gaúcho insiste neste projeto que só dá prejuízo, segundo palavras do grande Cotta, e não seria benéfico ao clube? Será que é medo do galo ter mais de 100 mil sócios, que pagariam para ter vantagens e ajudar o time e que, se baseando no código brasileiro, poderiam requerer “voz ativa” dentro do clube? Será que por isso o “plano cemig” é mais viável?

Mudaram o diretor de futebol. Não tenho nada a comentar sobre o novo “homem forte” de futebol do galo Alexandre Faria, já que ele chegou agora. Só tenho conhecimento de seu “passado glorioso” no América/MG e, devido a isso, prefiro ficar calado.

E o conselho? Ahhh, o conselho, nosso querido conselho. Ele é tão ativo no Atlético que, as vezes, nem dá pra lembrar que temos uma oposição dentro do clube. Onde está o sempre “falastrão” Alexandre Kalil que quando teve a chance de “assumir o poder” do galo, como presidente, fugiu da raia? Poder este que caiu no colo do Ziza, que está lá por ter sido candidato do ex-presidente Ricardo Guimarães. Não dá pra xingar o Ziza, eu já passei dessa fase. É inaceitável ver os cargos do clube serem entregues a amigos, é inaceitável ver um presidente dizer que o clube não atrasa salários quando, ao mesmo tempo, tem ajuda do banco do ex-presidente para equilibrar as contas mensais.

Mas graças a Deus temos pessoas como o Emmerson Maurilio, um dos nomes responsáveis pelo Centro Atleticano de Memória, e vários outros que, felizmente, desejam o bem do clube, já que eu duvido muito que os citados acima pensam prioritariamente no bem da instituição.

As vezes, parece que o clube voltou a primeira divisão mas a diretoria continua com os pensamentos pequenos, com pensamento de clube que quer ir bem na segunda divisão.

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Na comissão, tudo mudou essa semana, a chegada do Gallo coloca um ponto final em uma das “economias porcas” mais inacreditáveis dos últimos anos. A contratação de Geninho.

Não vou redigir palavras sobre o Geninho pelo simples fato de que ele não merece isso. Geninho é um técnico que vive de passado, vive de campanhas medianas e suspira pelo Brasileirão de 2001 ganhado pelo Atlético Paranaense, em uma época em que o campeonato nem sempre dava o título para a melhor equipe ou para a de melhor campanha, um dos motivos por eu ser radicalmente contra ao mata-mata no Brasileirão.

A chegada do Gallo causa uma mudança, o afastamento de alguns jogadores causa uma mudança.

Mas não é uma mudança adequada ou que resolva os erros. O principal erro de 2008 foi ter deixado o Emerson Leão ir embora no fim do ano anterior. Além disso, as contratações por DVD, os jogadores que chegaram, não jogaram e são afastados, jogadores que fazem “panelinha”, jogadores que não tem a menor capacidade de usar o manto alvinegro e, porque não, a proteção eterna aos garotos da base.

Qual o critério usado para contratar o Ricardo Martinez e o Agustín Viana? Ver DVD de empresário? Porque o Martinez não jogou regularmente no clube, o Viana teve “mil chances” e não fez nada de útil.

Será que só agora notaram que o Cláudio estava “sugando” dinheiro do clube? Será que só agora notaram que o Gérson é um jogador fraco?

Porque contratar o Sérvulo? Não que ele seja ruim, fez ótimas partidas com o triste time do América/RN no ano passado e, se não evitou o rebaixamento – o que era impossível -, evitou que todas as derrotas fossem por goleadas. Sérvulo veio, para ser o reserva imediato de Juninho, que era reserva dele antes de sair do América e vir para o galo. Perai, o nosso titular hoje era o reserva do nosso 3º goleiro em outro time? Exatamente…

Mas, além do Sérvulo, o que mais me espanta é o afastamento do Vanderlei e, principalmente, do Xaves. E para falar disso, chego a outro tema, a proteção dos “meninos da base”.

Tá certo que a base revela bons jogadores e o clube deve zelar por eles, mas daí a atrapalhar o desenvolvimento do time é algo absurdo. Todo mundo sabia que o Xaves estava em melhor forma que o Rafael Miranda, todo mundo sabia que o Édson falhou em todos os jogos que fez nesta temporada e que o Sérvulo merecia pelo menos uma chance. Todo mundo sabe também que o Vanderlei em menos jogos fez mais gols que o Marinho e, por mais que não seja o melhor jogador para a posição, muita gente sabe que o Viana é melhor que o Feltri.

Então, porque diabos o Rafael Miranda, o Édson, o Feltri e o Marinho são mantidos no elenco e os outros são afastados? Simples, os três primeiros são protegidos por terem vindo da base, já o quarto faz parte da “panelinha” encabeçada pelo zagueiro-capitão Marcos e que, já peitou técnicos, forçou escalações e renovações de contrato. E pensar que eu, no auge da minha inocência, apoiei a renovação de contrato do Marcos.

O elenco precisa de jogadores de qualidade. Olha o Fabiano Eller e o Cleber Santana “dando sopa” por aí. E o lateral Uendel que ia vir pra cá e assinou com o Fluminense? E o Camilo que ficou meses se falando que assinaria com o galo e foi parar na Toca? Ahh, esqueci, era pra gente ter orgulho de ter tentado, né?

Reforços Sr. Valadares, pelo amor de Deus! Reforços, para chegarem e serem titulares, não apenas “mais um nome” dentro do time. Disso a gente já tem aos montes.

Aí vão falar, “ahh, mas o time não tem dinheiro”. Peraí, não ia ter dinheiro para trazer o Gallardo e/ou o Ricardinho? Não apareceu “amigos” para bancarem o Luxemburgo? Porque os “amigos” não trazem o Eller e o Santana? Porque os “amigos” não montam um time competitivo e colocam na mão do Gallo? Ahh, já sei, esse dinheiro deve ter sido usado na importação de DVD’s do Uruguai e do Paraguai, né?

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Ahh, a torcida. Apaixonada e passional como sempre. E eu me encaixo nisso, sou apaixonado por este time. O problema são os “cegos” e os que se acham “mais torcedores” do que os outros.

Muita gente diz que vai ao Mineirão em todos os jogos. Bom, essas pessoas tem um recurso a mais, mas a partir disso, acreditar que é mais alvinegro do que alguém que mora no interior do estado, em outros estados ou países, é de uma completa ignorância. Muitos se baseiam na máxima “torcedores de orkut” para definir alguns. Só tenho uma palavra pra isso: ridículo!

Ninguém é mais alvinegro do que o outro e, principalmente neste momento, é importante que todos se tornem um só. A torcida é, sem dúvida nenhuma, o maior patrimônio que o Clube Atlético Mineiro tem, falta cobrar com mais imponência, lutar pelo bem do clube sem “se dividir” em “torcedores de orkut”, “zizetes”, “alienados”, “desacreditados” e afins. Somos todos atleticanos e precisamos agir como atleticanos. Chega de se conformar com o que a diretoria e os jogadores fazem.

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Algumas já citadas neste texto, outras ainda não. Porque não pegar o modelo de sócio-torcedor do Inter e instalar aqui? 50 mil sócios pagando 25 reais por mês já são R$1.25 milhão por mês. 25 reais por mês [no plano mais barato] dá direito a ingressos pros jogos do mês em casa. Façam outros planos de valores diferenciados e com mais benefícios. O Atlético tem total capacidade de atingir 100 mil sócios e uma média de R$3 milhões por mês. Porque não fazer a torcida colaborar e em troca dar ingressos, visitas a Cidade do Galo ou produtos licenciados. É difícil entender isso? Tem muita gente por aí que sabe disso e tem números mais concretos sobre o sócio-torcedor. Quanto que o galo ganha com o Projeto Cemig? Ahh tá.

O Atlético precisa de renda, precisa ter visão de mercado. Onde estão os produtos licenciados do Atlético para serem vendidos nas Lojas do Galo? Qual a finalidade de ter uma loja de 700m² para meia dúzia de produtos? Por onde estão as canetas, borrachas, mochilas, cadernos, camisas, blusas de frio, revista do clube, calendário e os mil outros produtos que podem ser criados?

E por aí, seja em blogs, comunidades no orkut e sites, você encontra várias idéias interessantes e que podem ajudar o Clube Atlético Mineiro. Aí eu me pergunto, é tão difícil pra diretoria trabalhar ao lado da torcida? A cada dia e a cada ação tomada por eles, eu fico mais convencido de que isso vai ser impossível daqui a algum tempo…

Vida inteligente na madrugada…

Me apropriando do slogan principal de um dos programas de referência deste post, vamos lá:

É inegável que, por mais que você odeie a Rede Globo de “tevelisão”, pelo menos alguns dos seus programas possuem uma qualidade impressionante, tanto de produção como de informação.

Levando isto para o lado musical, é bem legal ver bandas ditas “alternativas” e com muito mais qualidade do que as ditas de “mainstream” aparecendo na grade da emissora, seja em participação física ou então apenas com os seus trabalhos como plano de fundo.

Dois exemplos?

1) Altas Horas

O Slogan presente no título do post é a mais pura verdade. É raro ver um programa com uma boa qualidade na tv aberta, ainda mais neste horário. Eu não vou muito com a cara do Groisman, porque ele as vezes é um “piadista forçado”. Adora uma gracinha e as vezes isso não é necessário. Mas o programa em si é muito bom e, quase sempre, rola uma musiquinha de qualidade, como no sábado passado, que rolou isso aqui por lá:


[Vanguart]

2) Fantástico

Tá, muitos não aturam o Zeca Camargo, mas eu acho ele de uma inteligência rara na tv brasileira. Mas não é isso o que chama mais atenção e sim as músicas que rolam na maioria de suas reportagens.

Já tive o prazer de ver reportagens legais com Franz Ferdinand, Arctic Monkeys, The Strokes, Nine Inch Nails, Coldplay e várias outras bandas ao fundo e isso só enaltece as reportagens.

Eu até acho que o responsável pelas trilhas é um cara alternativo! hahaha

E essa “qualidade sonora” está se espalhando para outros programas. Quarta mesmo eu vi no Globo Esporte um reportagem sobre Rally e ao fundo “Sweet Amber”, do Metallica.

Tá, isso foi uma brincadeira, relevem..

Quatro coisas antes de ir:

1) Falando em Altas Horas e Serginho Groisman “piadista”, eu sempre me lembro dessa participação do grande Placebo no programa, aqui dividido em 2 links no iutubi:

Placebo: Parte 01Parte 02

2) Geninho: Vá pra put@ que p@rioooo e NUNCA MAIS volte ao meu GALO! FDP!
Depois eu falo mais do galo!

3) Alguém vê TV com frequência? Já viram isso:

É, algo ainda me diz que a Mallu Magalhães vai dominar o mundo! E isso me assusta… O.o

4) Amor, te amo!

Galo forte vingador!

Belo Horizonte era uma cidade recém-nascida quando um grupo de estudantes se encontrava no Parque Municipal, na avenida Afonso Pena, para jogar suas costumeiras peladas. A bola, feita com meia, dava a exata noção da jovialidade da turma. Mesmo assim, os jogos eram tratados com tamanha seriedade que o número de peladeiros ia aumentando com o tempo. A importância da bola para aqueles estudantes culminou na idéia, cada dia mais real, de fundar um clube de futebol. Assim foi que, numa quarta-feira, no dia 25 de março de 1908, os estudantes mataram aula para se encontrar no campo de peladas, no Parque Municipal, onde fundaram o Atlético Mineiro Futebol Clube.

Como bons peladeiros que eram, os fundadores do Atlético também foram os primeiros jogadores do clube. O campo, improvisado, foi feito sobre um terreno irregular, no alto de um morro, onde a bola rolava muitas vezes barranco abaixo. A primeira redondinha, aliás, foi comprada já gasta, de segunda-mão. O primeiro jogo, contra o Sport Club Futebol, não poderia ter sido melhor: 3 x 0 para o Atlético. O primeiro gol foi marcado por Aníbal Machado, que mais tarde se tornaria um grande escritor brasileiro. O rival não se conformou com a derrota, pediu revanche e foi novamente superado, desta vez pelo placar de 2 a 0. Na terceira partida, o time alvinegro aplicou uma goleada por 4 a 0, resultado que causou a extinção do Sport. O resultado animou ainda mais a diretoria a lutar por material esportivo e um campo em melhores condições. A primeira derrota, no entanto, não demoraria a acontecer. O Grambery, de Juiz de Fora, jogou água na iniciante fervura atleticana. Fez 5 x 1 e, mais tarde, numa revanche, ratificou a superioridade com outros 3 x 1. A torcida do Atlético, que crescia, já fazia juz à fama de aguerrida. Pouco tempo depois de perder para o Grambery, o Atlético enfiou 7 x 0 no adversário. Foi o bastante para os torcedores criarem a máxima de “vingador”, que mais tarde iria constar do hino do clube. Com o crescimento nos quatro primeiros anos de vida, em uma assembléia geral, o nome do clube foi mudado de Atlético Mineiro Futebol Clube para Clube Atlético Mineiro.

Os 100 anos de história do Atlético são marcados pelo pioneirismo dentro e fora de campo. Em 1908, foi o primeiro time mineiro a trocar as antigas bolas de meia pelas de couro. Seis anos mais tarde, conquistou o primeiro torneio de futebol realizado em Minas Gerais, a Taça Bueno Brandão. Em 1915, venceu o primeiro campeonato oficial de futebol do Estado, organizado pela Liga Mineira de Esportes Terrestres, atual Federação Mineira de Futebol (FMF).

Ao contrário de outras equipes, que não permitiam o ingresso de quem não fosse rico ou estudante, o Atlético se firmava a cada dia como time do povo. O caráter popular rompeu as barreiras para o crescimento do Clube. Em 1929, o Alvinegro de Minas teve o primeiro jogador de fora do eixo Rio-São Paulo convocado para a Seleção Brasileira: o atacante Mário de Castro. O convite, no entanto, foi recusado pelo atleta sob a alegação de que não vestiria nenhuma camisa que não a alvinegra, com a qual marcou 195 gols em apenas 100 jogos, provavelmente a maior média do futebol mundial.

Ainda em 1929, em novo ato vanguardista, o Galo disputou o primeiro jogo internacional de um time mineiro, vencendo o então Campeão Português Victória de Setúbal por 3 a 1. Os gols foram marcados por Mário de Castro (2) e Said. A partida foi disputada no Estádio Antônio Carlos, que havia sido inaugurado em 30 de maio daquele ano e foi um dos primeiros do País a instalar refletores. O jogo de inauguração do também conhecido como Estádio de Lourdes foi contra o favorito Corinthians e o Galo venceu por 4 a 2, gols de Mário de Castro (3) e Said. Em 17 de agosto do ano seguinte, o estádio recebeu a visita do então presidente da FIFA, Jules Rimet, que acompanhou pela primeira vez um jogo noturno.


Mário de Castro

Ultrapassando as montanhas mineiras, em 1937, o Atlético se sagrou Campeão dos Campeões do Brasil, na primeira competição interestadual profissional realizada no País. O torneio foi organizado pela Federação Brasileira de Futebol (FBF) e reuniu as equipes vencedoras dos estaduais de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. Ainda naquele ano, a FBF se fundiu à Confederação Brasileira de Desportos (CBD), atual Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Em 1950, o Galo realizou inédita excursão pela Europa. Entre 2 de novembro e 7 de dezembro daquele ano, o time disputou dez partidas contra equipes da Alemanha, Áustria, Bélgica, Luxemburgo e França. Foram seis vitórias, dois empates e apenas duas derrotas. A notável campanha nos frios gramados do velho continente, alguns cobertos de neve, rendeu ao Clube o título simbólico de ‘Campeão do Gelo’ e abriu as portas da Europa para o futebol brasileiro.

Mais um feito inédito seria alcançado em 1969, quando o Atlético se tornou a única equipe do mundo a derrotar a Seleção Brasileira que conquistaria o tricampeonato mundial um ano depois, no México. Atuando no Mineirão, o Galo venceu por 2 a 1, gols de Amaury e Dadá Maravilha, com o Rei Pelé descontando para o Brasil. Desde então, a Seleção passou a evitar jogos contra times brasileiros.

Em 1971, o Galo se sagrou novamente Campeão Nacional ao vencer a primeira edição do atual Campeonato Brasileiro.


Dario e o gol do título brasileiro de 1971

Com Reinaldo se revelando um dos maiores jogadores de futebol que o Brasil já viu, o Galo, além de se tornar hexacampeão mineiro (1978, 1979, 1980, 1981, 1982 e 1983), título inédito do clube, chegou à final do Campeonato Brasileiro por duas vezes, em 1977 contra o São Paulo, e em 1980 contra o Flamengo. Nessa fase de ouro, além de Reinaldo, brilharam Cerezo, Éder, Luizinho, Paulo Isidoro, João Leite, Nelinho e Palhinha. Muitos atleticanos consideram o Atlético dessa época o melhor de todos os tempos. E como administração anda ao lado da boa equipe, o presidente Elias Kalil, que dirigiu o Galo nesse período, também é tido como o melhor dirigente que já passou pelo clube.

A final do Brasileiro de 1977 representou uma injustiça para o Atlético, que havia feito uma belíssima campanha, permanecendo invicto, com dez pontos à frente do São Paulo. Mas o regulamento previa a finalíssima, em um único jogo. Sem a vantagem do empate, o Galo teve como único benefício o fato de atuar em seu palco, o Mineirão. Reinaldo, expulso na terceira fase em partida contra o Fast Clube de Manaus, foi julgado entre as duas partidas da semifinal, condenado a quatro jogos de suspensão e ficou de fora da grande decisão.

Sem a sua maior estrela, o Atlético enfrentou um São Paulo experiente, que tinha no forte sistema defensivo o seu maior trunfo. Assim como o Galo, o Tricolor paulista não contava com o seu artilheiro, Serginho, suspenso por ter agredido um bandeirinha também na terceira fase. O técnico são-paulino, Rubens Minelli, que havia conquistado os dois Brasileiros anteriores pelo Internacional-RS, armou a sua equipe para neutralizar as jogadas de meio-campo atleticanas. Em poucos minutos de jogo, a torcida sentiu que a partida não seria fácil. Mesmo truncando o jogo no meio-campo, o São Paulo teve as melhores chances do primeiro tempo, mas esteve longe de dominar o jogo. O Atlético via escorrer por entre os dedos o título, que antes julgava ser fácil de conquistar. No intervalo da partida, Minelli pedira à sua equipe que continuasse marcando forte. Ela conseguiu fazê-lo até a entrada de Paulo Isidoro, no lugar de Marcelo. Ele entrou e fez com que o Atlético dominasse a partida, mas sem criar grandes chances de gol, a não ser por um chute seu que Waldir Peres defendeu. No fim da prorrogação, o meia são-paulino Neca, no circulo central, entrou para pegar a perna do atacante atleticano Ângelo. A falta foi tão violenta que houve lesões no osso, no músculo, na cartilagem e nos ligamentos. Os companheiros correram para tirar satisfação com Neca quando Chicão, volante do São Paulo, pisou propositalmente na perna contundida do atacante. Para desespero da torcida, o árbitro Arnaldo César Coelho (hoje comentarista de arbitragem) mostrou apenas o cartão amarelo para ambos. Depois disso, o volume de jogo atleticano só fez diminuir, e o intento são-paulino foi assegurado: a decisão foi para os pênaltis. Foi aí que entrou a malandragem do goleiro Waldir Peres, do São Paulo. João Leite defendeu o pênalti cobrado por Getúlio, e na hora de Cerezo bater, Waldir foi até a bola e provocou o jogador, que chutou por cima do gol, empatando as penalidades.

Na vez de Chicão bater, João Leite pegou de novo e tudo parecia que a vitória viria. Principalmente depois de Ziza marcar a segunda cobrança. Mas a catimba de Waldir Peres falou mais alto: Joãozinho Paulista e Márcio caíram na armadilha, desperdiçaram as suas cobranças, e o título ficou com o São Paulo. O Mineirão chorou, da mesma forma que o Maracanã da final da Copa do Mundo de 1950.

Já a final do Campeonato Brasileiro entre Atlético e Flamengo foi decidida em dois jogos. O primeiro, no Mineirão e o segundo, no Maracanã. O time carioca era o melhor do país e tinha no comando um dos maiores jogadores brasileiros de todos os tempos, Zico. Além disso, o Flamengo tinha a vantagem de dois empates por ter apresentado uma melhor campanha. No primeiro jogo, com o Mineirão lotado, vitória atleticana por 1 x 0, gol de Reinaldo, quando o time mineiro poderia ter liqüidado o adversário com um placar mais dilatado, já que foi muito superior.

No Maracanã, a história foi diferente. Havia um clima de guerra, com a torcida flamenguista jurando a atleticana de morte, que não se intimidou e levou ao Maracanã cerca de 15 mil torcedores. Após muito mistério, Zico foi liberado pelo departamento médico e confirmado para jogar. O Galo nessa final, contaria com Reinaldo e a experiência de Palhinnha (ex-Cruzeiro) e Chicão (ex-São Paulo), o antigo inimigo e carrasco da final de 77. No campo, o que se viu foi um futebol rápido, com o Flamengo partindo para cima e o Atlético explorando os contra- ataques. Nunes abriu o marcador logo aos seis minutos de jogo, e a torcida do Flamengo ainda comemorava quando Reinaldo, num lance em que envolveu toda a defesa flamenguista, chutou sem chance para o goleiro Raul.

Zico desempatou aos 44 minutos. Após um bate-rebate na área, a bola foi parar em seus pés, ele girou e chutou no ângulo. No segundo tempo, o time carioca continuou em cima do Atlético, tanto que parecia estar mais fácil o terceiro gol flamenguista do que o empate atleticano. Mas aos 21 minutos, num lance pela esquerda, Éder cruzou para a área, e novamente Reinaldo, mesmo machucado, empurrou a bola para o fundo das redes. Esse empate dava o título ao Galo. Mas aos 36 minutos, com o Galo sitiado, sem 3 jogadores, Andrade lançou Nunes, que passou por Silvestre e fez o terceiro gol do Flamengo. O Galo ainda tentou, mas já era tarde. Final de jogo: Flamengo 3 x 2 Atlético. O Atlético perdia a sua segunda final em Campeonatos Brasileiros e acusava o juíz José de Assis Aragão de favorecer o Flamengo na partida, pois é até hoje, a única decisão de Campenonato Brasileiro que teve o maior número de jogadores expulsos de um mesmo time: 03 de Atlético e nenhum do Flamengo.

Se não fosse a conquista da Copa Centenário, o que aumentou o ego do atleticano, os títulos em Minas de 91 a 97 se resumiriam a apenas dois campeonatos mineiros, em 1991 e em 1995.

Fora de Minas, o Atlético conquistou a Copa Conmebol por duas vezes (1992 e 1997). Em 1992, na primeira edição da Copa, o Galo disputou a final contra o Olimpia, do Paraguai, tornando-se campeão com uma vitória de 2 x 0, no Mineirão (gols de Negrine) e uma derrota, na segunda, por 1 a 0, em Assunção. O Galo conquistava seu primeiro título Sul-Americano. Em 1997, o adversário na final foi o Lanus, da Argentina. Na primeira partida fora de casa, o Atlético goleou por 4 x 1. A partida terminou em pancadaria. Na partida de volta, com o título praticamente assegurado, houve empate em 1 x 1 no Mineirão. Era a primeira vez que a torcida comemorava um título internacional junto aos seus heróis.

Em Campeonatos Brasileiros, o Galo esteve sempre para “chegar lá”. Mas, na hora de decidir, faltava alguma coisa. Foi assim em 1991, quando a equipe foi desclassificada pelo São Paulo, terminando o campeonato em terceiro lugar. Em 1994, a pedra no caminho foi o Corinthians, e a classificação final foi um quarto lugar. Já em 1996, ano que o goleiro tetracampeão mundial Taffarel defendia o gol, a Portuguesa despachou o Atlético, que terminou o certame de novo em terceiro. Em 1997, foi a vez de o Palmeiras jogar um balde de água fria nas esperanças atleticanas, deixando o Galo com mais uma quarta posição. Os bons resultados gerais, no entanto, garantem ao Atlético a liderança no ranking da CBF.

Depois de quatro anos sem ganhar o Campeonato Mineiro, o Atlético chegou a 37 títulos em 1999. Além de vencer a Copa Millenium, em Miami, e a Copa dos Três Continentes, no Vietnã, o Galo chegou de novo a uma final de Campeonato Brasileiro, depois de 19 anos. A campanha do Atlético no decorrer do campeonato foi cheia de altos e baixos. O que realmente fez o Galo engrenar foi o encontro com o Cruzeiro pelas quartas-de-final. Como o Atlético havia se classificado na oitava posição e o Cruzeiro na Segunda, o regulamento reunia mais uma vez os dois grandes de Minas, para a sorte do Atlético. A Raposa tinha a vantagem do empate, mas o Galo possuía o “matador” Guilherme. Foram dois jogos e duas vitórias atleticanas, por 4 x 2 e 3 x 2. Belo Horizonte viveu um carnaval em preto e branco. Nesses jogos, Guilherme marcou quatro dos sete gols. Na fase seguinte, veio o Vitória, da Bahia, um time jovem e comandado pelo ex-ídolo atleticano Toninho Cerezo. Novamente a vantagem pertencia ao adversário. E de novo, o Galo obteve a classificação, dessa vez para a finalíssima, com uma vitória no Mineirão por 3 x 0, perdendo a segunda em Salvador por 2 xa 1 e vencendo a terceira, também na capital baiana, por 3 x 0. Quase 20 anos depois, o Galo disputava outra final de Campeonato Brasileiro.

O adversário na final, o Corinthians, era o clube mais poderoso do Brasil, campeão no ano anterior e com a vantagem do empate por ter terminado o campeonato em primeiro lugar. No primeiro jogo, vitória atleticana por 3 x 2. Guilherme marcou os três gols e tornou-se o único jogador a fazer três gols em uma final de Campeonato Brasileiro. O primeiro aconteceu com apenas 15 segundos de partida, e o segundo, aos 27 minutos. Perdendo de 2 x 0, restou ao Corinthians partir para cima e tentar diminuir o marcador. Conseguiu seu primeiro gol aos 39 minutos, com Vampeta, mas, quando parecia que o jogo ia endurecer, no último minuto do primeiro tempo Robert fez um cruzamento perfeito da direita e novamente Guilherme, sem marcação, completou de cabeça na pequena área. Aos 24 minutos do segundo tempo, o Corinthians diminuiu para 3 x 2 com Luizão. Se o Galo conseguiu reverter a vantagem, teria que jogar agora por um vitória simples ou dois empates, em São Paulo.

No segundo jogo, em São Paulo, a história foi diferente. O Galo entrou em campo sem um dos seus principais jogadores, Marques, que estava contundido, e demonstrando querer o empate. Acabou perdendo. Luizão fez dois gols, e o time paulista venceu por 2 x 0. Para a terceira partida, Marques bem que tentou se recuperar, mas não conseguiu. Mesmo jogando sem ele, o Galo lutou até o último minuto, pressionando um Corinthians acuado, dependendo do goleiro sempre salvador Dida. O jogo terminou 0 x 0, e, como no ano anterior, o título ficou com os paulistas. O Timão ergueu a taça graças à sua merecida vantagem no certame. Mesmo com a derrota, o atleticano comemorou o vice-campeonato e reconheceu a luta de seus bravos guerreiros. No dia seguinte, uma legião de torcedores recepcionou a equipe no aeroporto, às 4 horas da madrugada.

Como vice do Brasileiro de 1999, o Galo voltou a disputar a Copa Libertadores da América após 19 anos. O seu grupo na primeira fase foi formado por Bolivar (BOL), Cobreloa (CHI) e Bella Vista (URU). A equipe alternou bons momentos dentro de casa, onde venceu todos os jogos, com maus resultados jogando fora, onde não conseguiu fazer um ponto sequer. Mesmo tendo ficado entre os dois primeiros da chave, o Atlético não obteve sua vaga com facilidade, terminando a fase em segundo lugar, atrás do Bolivar. Nas oitavas de final, o adversário foi o perigoso Atlético-PR. No primeiro jogo, no Mineirão, vitória do Galo por 1 x 0, gol de Guilherme. No emocionante jogo de volta, na fria Curitiba, o time mineiro perdeu por 2 x 1, resultado que levou a decisão para os pênaltis. Nas cobranças, os mineiros saíram vencedores.

Na fase seguinte, o adversário foi o temido Corinthians, e o confronto repetiria a história do Campeonato Brasileiro. No primeiro jogo, no Mineirão 1 x 1. No segundo jogo, mesmo sem contar com a muralha Dida, atuando pela Seleção, o Corinthians venceu o Atlético por 2 x 1, tirando a equipe mineira da competição.

A conquista do bicampeonato mineiro de 2000 confirmou a supremacia do Atlético em Minas no século 20. O título foi o 38º do clube em 85 certames. A trajetória vitoriosa teve início com a chegada do treinador Márcio Araújo, depois que Humberto Ramos deixou o comando, logo após a equipe fracassar na Copa Sul-Minas, em fevereiro. O elenco também foi alterado. Apesar da boa campanha no Brasileirão de 99, alguns jogadores saíram, como Belleti, Robert e Galvan, para a chegada de Ramon Menezes, Cleison, Irênio, Gilberto Silva, Caíco e Célio Silva.

As novas peças foram bem aplicadas na estrutura da equipe base, que teve em Marques e Guilherme, no ataque, e em Cláudio Caçapa, na defesa, as suas peças fundamentais. O alto astral de Márcio Araújo e um esquema de jogo voltado para atacar o adversário também acabaram fazendo bem ao time, que só perdeu duas partidas no campeonato: uma diante do América e outra contra o Cruzeiro. Mas, nas duas oportunidades, o time já estava classificado e atuou com jogadores reservas. Para as finais, contra o arquirrival Cruzeiro, contou com a vantagem do empate por ter a melhor campanha. A primeira partida acabou em 2 x 0 e a segunda em 1 x 1, o que garantiu o título ao Galo. Ramon Menezes, que estreou, foi o destaque da equipe no certame. O elenco campeão: Velloso, Bruno, Caçapa, Gilberto Silva, Ronildo, Gallo, Cleisson, Ramon, Lincoln, Ghilherme, Marques, Kleber, Célio Silva, Mancine, Vitor, Valdir Paulista, Cairo, Irênio, André e Caíco.

A conquista do bicampeonato mineiro em 2000 marcou o início de um período de jejum de conquistas do Atlético. Foi a última vez que o torcedor atleticano soltou o grito de campeão. O Galo acumulou fracassos seguidos não apenas na competição estadual, mas também nos certames nacionais. Em 2001, o Galo chegou a decisão, mas foi superado pelo América, que conquistou o título. Na primeira partida, o Coelho goleou por 4 x 1 e no jogo de volta o Atlético venceu por 3 x 1, mas o placar foi insuficiente.

Nesse período, no Estadual, o Atlético acabou perdendo espaço, sendo que nos campeonatos de 2005 e 2006 não conseguiu nem sequer chegar à decisão do título. O Galo viu crescer a concorrência do Ipatinga que foi campeão em 2005 e vice-campeão em 2006. Nas duas ocasiões, o alvinegro mineiro caiu nas semifinais, diante da Raposa. Em 2005, terminou na quarta colocação, atrás ainda da URT, de Patos de Minas e, em 2006, ficou na terceira posição, à frente do América.

Se no Campeonato Mineiro, o Galo perdeu posições, pior foi a situação no cenário nacional. Além do jejum de títulos, que durou seis anos (2000-2006), o Atlético caiu para a Segunda Divisão do Futebol Brasileiro, o que nunca havia acontecido na história do clube e da competição, da qual foi o primeiro campeão nacional, em 1971. Em 2004, o namoro com a Série B quase deu em casamento. O alvinegro mineiro escapou na última rodada, após uma vitória sobre o São Caetano, no Mineirão, por 3 x 0. Em 2005, não houve escapatória e o Atlético sofreu com o descenso à segunda divisão do campeonato Brasileiro.


Danilinho

No ano seguinte, no entanto, o Atlético mostrou sua força e, com a ajuda da torcida, foi campeão brasileiro da Série B, com maior média de público do ano entre todos os times do Brasil, garantindo assim o acesso de volta à Série A do Campeonato Brasileiro.

Em 2007, em fase de comemoração do título brasileiro da Série B, o clube voltou a conquistar o título do Campeonato Mineiro, vencendo novamente ao Cruzeiro na final do estadual.


Marques

Nos últimos anos, o Atlético vem se modernizando e, com as obras realizadas na Cidade do Galo, já é um dos clubes mundiais com maior estrutura para futebol profissional e de base.

Para finalizar, vou utilizar um texto escrito por Mauro Beting sobre o centenário do GALO:

“O atleticano tem a coragem do galo, mas não a crista. Luta e vibra com raça e amor. Mas não se acha o dono do terreiro. Sabe que precisa brigar contra quase tudo e contra quase todos. Até contra o vento, na célebre imagem de Roberto Drummond. Aquela que fala da camisa preta e branca pendurada num varal durante uma tempestade. Para o escritor atleticano, ou, melhor, para o atleticano escritor, o torcedor do Atlético sopraria e torceria contra o vento durante a tormenta.

Não é metáfora. É meta de quem muitas vezes fica de fora da festa. Não porque quer. Mas porque não querem. Posso falar como jornalista há 17 anos e torcedor não-atleticano há 41: não há grande equipe no país mais prejudicada pela arbitragem. Os exemplos são tantos e estão guardados nos olhos e no fígado. Não por acaso, o atleticano acaba perdendo alguns jogos e títulos ganhos porque acumulou nas veias as picadas do apito armado.

Algumas vezes, é fato, faltou time. Ou só sobrou raça. Mas não faltou aquilo que sobra no Mineirão, no Independência, onde o Galo for jogar: torcida. Pode não ser a maior, pode não ser a melhor, pode até se perder e fazer perder por tamanha paixão, cobrando gols do camisa 9 como se todos fossem Reinaldo, pedindo técnica e armação no meio-campo como se todos fossem Cerezo, exigindo segurança e elegância da zaga como se todos fossem Luisinho.

Mas não se pode cobrar ninguém por amar incondicionalmente.

O atleticano não exige bola de todo o time. Não cobra inspiração de cada jogador. Quer apenas ver um atleticano transpirando em cada camisa, em cada posição, em cada jogada. Por isso pede para que o time lute. É o mínimo para quem dá o máximo na arquibancada.

A maior vitória atleticana é essa. Mais que o primeiro Brasileirão, em 1971, mais que o vice mais campeão da história do Brasil, em 1977. Os tantos títulos e troféus contam. Mas tamanha paixão, essa não se mede. Essa é desmedida. Essa é a essência atleticana.

Essa é centenária. Essa é eterna.”

Fundadores – Aleixanor Alves Pereira, Antônio Antunes Filho, Augusto Soares, Benjamim Moss Filho, Carlos Maciel, Eurico Catão, Francisco Monteiro, Hugo Fracarolli, Humberto Moreira, Horácio Machado, João Barbosa Sobrinho, Jorge Dias Pena, José Soares Alves, Júlio Menezes Mello, Leônidas Fulgêncio, Margival Mendes Leal, Mário Neves, Mário Lott, Mário Toledo, Mauro Brochado, Raul Fracarolli e Sinval Moreira.

Rapidamente…

1, 2, 3 e já…

1) Coluna nova no Music Life, onde abordo as “primeiras impressões” que as pessoas podem ter e se elas realmente são as que ficam, como diz aquele bom e velho ditado. Para ler, clique aqui!

2) Ainda no Music Life, a Rádio ML versão beta já está no ar. Lembrando que é uma versão beta e que estamos abertos a sugestões. Se ficou interessado e quer ouvir, é só clicar no banner logo aí embaixo e curtir um pouco…

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3) Primeiro devaneio feito pela minha pessoa no blog “Cinema de Buteco”. Você já viu Chicago? Gostou da atuação – ou de alguma outra coisa – de Zellweger, Zeta-Jones, Gere e Latifah? Quer saber o que eu escrevi? Simples, clique no aqui bem AQUI e veja!

4) E num é que o Fidel “deixou” o poder?

5) Perder pro Social? Ah, mas assim num dá né PUTA GORDA!

6) É hora de ir! Jack Bauer está na TV!

Adiós muchachos!