Globo x Record

Todo mundo já falou disso, todo mundo deve ter visto as duas principais matérias sobre o assunto, veiculadas nos principais telejornais das respectivas emissoras e, talvez, esse post não vai acrescentar nada de novo no que você pensa, sabe ou quer acreditar.

Como eu sou chato o suficiente para render um assunto por muito tempo, quero deixar aqui alguns pontos observados ao ver as duas matérias abaixo.

A Globo é flor que se cheire?
Não mesmo. Muita gente sabe do passado da emissora, sabe do que ela é capaz e a matéria apresentada pela Record não é de toda falsa. Fatos que alí estão de fato aconteceram e o poder de influência da Globo nas pessoas – seja nos anos 80 ou agora – ainda consegue fazer a diferença.

A Record/Edir Macedo é flor que se cheire?
Muito menos. Todo mundo sabe que não é de hoje que se escutam histórias e surgem vídeos na internet sobre as histórias de Edir Macedo. Se existem denúncias, elas precisam ser apuradas, porque não se pode negar que Edir Macedo enriqueceu de uma forma bem rápida.

A Globo atacou a Record?
Não. A Rede Globo tem uma missão em seu Jornal Nacional, que é apresentar as principais notícias do dia e a principal era o fato de Edir Macedo e outras nove pessoas serem alvo de investigação do Ministério Público. Ponto final. A Globo cita a Record, mas o foco principal da matéria que é vista é o Edir Macedo. Associações são feitas, afinal ele é o dono da emissora paulista, mas a matéria foi puramente sobre ele, não sobre a Rede Record.

Compromisso com a verdade ou caso pensado?
Talvez um, talvez outro, talvez um pouco dos dois. Você pode pensar que a Globo fez isso de caso pensado – e eu até concordo – mas a matéria estava aí e precisava ser apresentada. Acima da briga, é uma notícia sobre um crime. Claro que falar disso pode ter “vindo a calhar”, mas é uma matéria que tinha que ir para o ar, da mesma forma que devia ir pro ar se o investigado fosse o dono da Bandeirantes, da Rede TV ou o Silvio Santos.

A defesa da Record foi eficaz?
Defesa? A única coisa que a Record não fez foi “defender o seu dono”. A “defesa” da Record foi a maior papagaiada da história da TV brasileira. Se sentiram tão “lesados” pela matéria veiculada na Globo que nem se deram ao trabalho de assistir atentamente ao que foi colocado no ar. Falaram do tempo de duração da matéria e de como a Globo conseguiu as informações, deixando implícito que a emissora carioca tem algum tipo de influência sobre o Ministério Público a ponto de conseguir informações sigilosas. Até aí tudo bem, não fosse o fato de que a matéria veiculada pela Record ter quase o mesmo tempo de duração criticado e, principalmente, mostrando que se preocuparam tanto em difamar a Globo e nem prestaram a atenção na matéria, já que se você ver apenas 30 segundos do vídeo da matéria veiculada no Jornal Nacional , você faz a “incrível” descoberta de que as informações sobre a investigação não foram obtidas pela Rede Globo e sim pelo Estado de São Paulo, vulgo Estadão. Jornal este que não faz parte do domínio Marinho.

Estou defendendo algum lado?
De maneira nenhuma. Só defendo a ética e o bom comportamento. Defendo a utilização correta do dinheiro alheio, ainda que não concorde com essa coisa de “dar dinheiro para a igreja”. Aliás, quem dera se todos os podres existentes no Brasil fossem revelados, seja pelos canais de TV, pelos jornais ou então pelas revistas. Enquanto a gente vê uma ou outra coisa estourando por vez, existem outras 50 passando despercebidas diante dos nossos olhos.

Essa história toda só me faz ter mais certeza de que a TV brasileira está cada dia mais deplorável, mais mesquinha e mais preocupada em apenas prender a atenção das pessoas, não em ser um veículo de comunicação e, sobretudo, de informação.

Claro que toda regra tem a sua exceção, mas a TV aberta no Brasil vai descendo a ladeira sem freio já a um bom tempo e quem perde com tudo isso não é a Família Marinho, o Edir Macedo, Silvio Santos ou o Grupo Bandeirantes. Quem perde com isso somos eu e você, simples telespectadores que acabam se tornando reféns de um sistema deficiente.

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E aí? Você vai continuar defendendo uma ou outra e se contentando com um ou outro programa interessante ou vai lutar por algo com um alto índice de qualidade?

Ah, vale lembrar que se refugiar em canais americanos, mexicanos, ingleses, japoneses e australianos também não adianta nada, viu?!

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Vanusa is on fire

Acredito que todo mundo já deve ter ouvido falar da cantora brasileira Vanusa. Se você tiver menos de 25 anos e não conhecer, te dou duas opções:

1) pode perguntar aos seus pais porque, com toda certeza, eles vão ter histórias e opiniões interessantes – e divergentes – sobre ela.

2) Ver este vídeo.

Mas, o motivo do post não é apresentar a Vanusa. Na verdade, quero falar sobre um fato que aconteceu com a cantora no Primeiro Encontro Estadual de Agentes Públicos de São Paulo, encontro este realizado na Assembléia Legislativa.

Vanusa resolveu dar o ar de sua graça – afinal, estava mais desaparecida que o Belchior – e cantou o hino nacional brasileiro dessa forma abaixo…