Ahhhhhh…

Pois então, aqui estou nesta data tão importante para a nação brasileiraserá mesmo que todo mundo liga? – ouvindo um show do Keane do fim do ano passado na Inglaterra – pela segunda vez no dia – e conversando com o amor da minha vida, que já me atura a seis meses e um dia – eba, parabéns pra ela – e, resolvi dar um pontapé inicial neste blog. Então, nada mais justo que voltar um pouco no tempo.Tudo começa no longínquo ano de mil novecentos e oitenta e sete, na cidade de Belo Horizonte. Não sei se a riqueza de detalhes seria importante neste momento, até porque eu acredito que poucas pessoas se lembram de detalhes tão sórdidos ou interessantes dos seus primeiros três anos de vida, então vamos pular essa parte. Afinal, todas as pessoas sabem que nos primeiros três anos de vida de uma criança, os fatos mais importantes são a primeira palavra, o nascimento dos dentes, ver com quem ela vai se parecer e o fato de começar a caminhar e, no momento, a minha memória não se lembra de nada disso, mas prometo que um dia eu faço uma consulta a Sra. Pereira e informo a quem quiser saber…Então, avançando um pouco nesta história, chegamos aos meus quatro anos de vida e o meu primeiro dia longe de casa. Puts, eu me lembro de ter chorado sete dias e sete noites porque eu teria que ir a escola. Eu tinha medo da professora, por causa de seu cabelo loiro e todo bagunçado. Isso me aterrorizava e ali começava o meu fascínio por não ir ao colégio. Mas não pense que eu odiava estudar. Eu adorava passar o dia desenhando, onde quer que fosse. As paredes de casa que o digam, elas sempre precisavam de uma pintura nova ou então de uma boa esfregada com água e sabão.

Ainda no quesito escola, quando eu ia andando para lá, eu e quem tivesse me levando sempre passávamos perto de uma loja e nela tinha um ônibus gigante de brinquedo a venda. E eu ficava pensando que eu poderia entrar nele, dirigir e não ia precisar mais ir pra escola. Até que um dia eu percebi que eu não conseguia entrar no ônibus, já que apesar dele ser grande, eu ainda era maior que ele. E naquele momento eu via que nem o ônibus gigante me salvaria da professora de cabelo loiro bagunçado.

Mas nem tudo estava perdido ainda.

Minha mãe me mudou de escola? Não!
A professora saiu de lá? Não!

Eu me lembrei de uma vez que eu não fui pra escola porque estava com dor de barriga e comecei a falar quase todo dia que eu tava com dor de barriga. Sim, 4 anos de idade e a criança já mentia. Isso é que é um garoto prodígio, o resto é bobagem. Até que um dia minha mãe me levou ao hospital e o médico olhou pra minha cara rindo de uma orelha a outra e constatou: “o seu filho sofre de medo de escola.” E de lá pra cá, nenhuma mentira que envolvia dores ou mal-estar funcionou com minha mãe.

O primeiro ano na escola? Foi legal, apesar da professora.
Eu perdi o medo de escola? Sim, só ganhei uma preguiça gigante de ir pra lá.

A preguiça foi embora? Não, continuou comigo até o meu terceiro período de faculdade – a minha freqüência na PUC-MINAS que o diga – e duvido que me abandone por enquanto, ainda mais agora que a faculdade ta trancada.

Aliás, falando em preguiça, eu já cansei de escrever e aposto que você se cansou de ler…

E então…

No próximo dia seis de setembro eu faço seis meses de namoro e antes de falar da minha vida aqui e, por conseqüência, de todos os meus relacionamentos frustrados, quero me lembrar de uma das coisas maravilhosas aconteceram comigo nestes vinte anos de vida.

Essa pessoa que está ao meu lado, me aturando das mais diversas formas e jeitos, nas alegrias e nas dificuldades, nos sorrisos e nas preocupações, é alguém que – e eu posso dizer com toda a certeza do mundo – mudou a minha vida de uma forma que eu não esperava. A minha vasta experiência em acabar com tudo já estava me deixando descrente de tudo e pra completar, ela apareceu em um momento super conturbado pra mim. Mas as coisas souberam esperar o seu tempo e, principalmente, se acertaram com o tempo e hoje ela está comigo. Neste aspecto eu posso dizer que o ano está sendo perfeito pra mim, porque a gente consegue se completar, a gente consegue se entender como ninguém. Temos as nossas formas de ser e de pensar e nem sempre elas são parecidas, mas nós temos muitas coisas em comum e quando eu estou com ela, eu esqueço de todos os problemas e coisas que precisam ser resolvidas.

Eu sempre me perco com as palavras e acabo me tornando confuso, então eu prefiro limitar-me a dizer que eu te amo Andressa do Carmo Pereira – a quem eu já dei uns quinhentos apelidos carinhosos e diferentes nestes quase seis meses – mais que tudo neste mundo e que sou eternamente grato por você ter aparecido em minha vida. Não esperava mais que a internet pudesse me trazer uma pessoa tão incrível como me trouxe.

Só tenho a agradecer a Deus, a ela e ao Google, porque sem os três, eu não estaria escrevendo este texto a esta hora da manhã. Sem os três eu não teria recordações tão incríveis para me lembrar e compartilhar com vocês.

Prometo que, quando a inspiração voltar, falarei bastante dessa guria baixinha e do sorriso lindo.

Início…

Às vezes as pessoas sentem uma necessidade de parar e analisar a sua vida. Ver e entender tudo aquilo pelo que já passou e já fez. E hoje eu me sinto assim, mas antes de começar a expor os acontecimentos de minha breve e intrigante vida, nada melhor do que me apresentar.

Meu nome é João Paulo – mais conhecido atualmente como John ou JP – e estou aqui, sentado em frente a este monitor de cores fortes e sombrias em plena madrugada para iniciar o meu centésimo nonagésimo nono blog e lhes contar um pouco de uma história bem divertida e, ao mesmo tempo, de uma grande reflexão.

Estão preparados?

Espero que sim!