Belo Horizonte era uma cidade recém-nascida quando um grupo de estudantes se encontrava no Parque Municipal, na avenida Afonso Pena, para jogar suas costumeiras peladas. A bola, feita com meia, dava a exata noção da jovialidade da turma. Mesmo assim, os jogos eram tratados com tamanha seriedade que o número de peladeiros ia aumentando com o tempo. A importância da bola para aqueles estudantes culminou na idéia, cada dia mais real, de fundar um clube de futebol. Assim foi que, numa quarta-feira, no dia 25 de março de 1908, os estudantes mataram aula para se encontrar no campo de peladas, no Parque Municipal, onde fundaram o Atlético Mineiro Futebol Clube.
Como bons peladeiros que eram, os fundadores do Atlético também foram os primeiros jogadores do clube. O campo, improvisado, foi feito sobre um terreno irregular, no alto de um morro, onde a bola rolava muitas vezes barranco abaixo. A primeira redondinha, aliás, foi comprada já gasta, de segunda-mão. O primeiro jogo, contra o Sport Club Futebol, não poderia ter sido melhor: 3 x 0 para o Atlético. O primeiro gol foi marcado por Aníbal Machado, que mais tarde se tornaria um grande escritor brasileiro. O rival não se conformou com a derrota, pediu revanche e foi novamente superado, desta vez pelo placar de 2 a 0. Na terceira partida, o time alvinegro aplicou uma goleada por 4 a 0, resultado que causou a extinção do Sport. O resultado animou ainda mais a diretoria a lutar por material esportivo e um campo em melhores condições. A primeira derrota, no entanto, não demoraria a acontecer. O Grambery, de Juiz de Fora, jogou água na iniciante fervura atleticana. Fez 5 x 1 e, mais tarde, numa revanche, ratificou a superioridade com outros 3 x 1. A torcida do Atlético, que crescia, já fazia juz à fama de aguerrida. Pouco tempo depois de perder para o Grambery, o Atlético enfiou 7 x 0 no adversário. Foi o bastante para os torcedores criarem a máxima de “vingador”, que mais tarde iria constar do hino do clube. Com o crescimento nos quatro primeiros anos de vida, em uma assembléia geral, o nome do clube foi mudado de Atlético Mineiro Futebol Clube para Clube Atlético Mineiro.

Os 100 anos de história do Atlético são marcados pelo pioneirismo dentro e fora de campo. Em 1908, foi o primeiro time mineiro a trocar as antigas bolas de meia pelas de couro. Seis anos mais tarde, conquistou o primeiro torneio de futebol realizado em Minas Gerais, a Taça Bueno Brandão. Em 1915, venceu o primeiro campeonato oficial de futebol do Estado, organizado pela Liga Mineira de Esportes Terrestres, atual Federação Mineira de Futebol (FMF).
Ao contrário de outras equipes, que não permitiam o ingresso de quem não fosse rico ou estudante, o Atlético se firmava a cada dia como time do povo. O caráter popular rompeu as barreiras para o crescimento do Clube. Em 1929, o Alvinegro de Minas teve o primeiro jogador de fora do eixo Rio-São Paulo convocado para a Seleção Brasileira: o atacante Mário de Castro. O convite, no entanto, foi recusado pelo atleta sob a alegação de que não vestiria nenhuma camisa que não a alvinegra, com a qual marcou 195 gols em apenas 100 jogos, provavelmente a maior média do futebol mundial.

Ainda em 1929, em novo ato vanguardista, o Galo disputou o primeiro jogo internacional de um time mineiro, vencendo o então Campeão Português Victória de Setúbal por 3 a 1. Os gols foram marcados por Mário de Castro (2) e Said. A partida foi disputada no Estádio Antônio Carlos, que havia sido inaugurado em 30 de maio daquele ano e foi um dos primeiros do País a instalar refletores. O jogo de inauguração do também conhecido como Estádio de Lourdes foi contra o favorito Corinthians e o Galo venceu por 4 a 2, gols de Mário de Castro (3) e Said. Em 17 de agosto do ano seguinte, o estádio recebeu a visita do então presidente da FIFA, Jules Rimet, que acompanhou pela primeira vez um jogo noturno.

Mário de Castro
Ultrapassando as montanhas mineiras, em 1937, o Atlético se sagrou Campeão dos Campeões do Brasil, na primeira competição interestadual profissional realizada no País. O torneio foi organizado pela Federação Brasileira de Futebol (FBF) e reuniu as equipes vencedoras dos estaduais de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. Ainda naquele ano, a FBF se fundiu à Confederação Brasileira de Desportos (CBD), atual Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Em 1950, o Galo realizou inédita excursão pela Europa. Entre 2 de novembro e 7 de dezembro daquele ano, o time disputou dez partidas contra equipes da Alemanha, Áustria, Bélgica, Luxemburgo e França. Foram seis vitórias, dois empates e apenas duas derrotas. A notável campanha nos frios gramados do velho continente, alguns cobertos de neve, rendeu ao Clube o título simbólico de ‘Campeão do Gelo’ e abriu as portas da Europa para o futebol brasileiro.

Mais um feito inédito seria alcançado em 1969, quando o Atlético se tornou a única equipe do mundo a derrotar a Seleção Brasileira que conquistaria o tricampeonato mundial um ano depois, no México. Atuando no Mineirão, o Galo venceu por 2 a 1, gols de Amaury e Dadá Maravilha, com o Rei Pelé descontando para o Brasil. Desde então, a Seleção passou a evitar jogos contra times brasileiros.
Em 1971, o Galo se sagrou novamente Campeão Nacional ao vencer a primeira edição do atual Campeonato Brasileiro.

Dario e o gol do título brasileiro de 1971
Com Reinaldo se revelando um dos maiores jogadores de futebol que o Brasil já viu, o Galo, além de se tornar hexacampeão mineiro (1978, 1979, 1980, 1981, 1982 e 1983), título inédito do clube, chegou à final do Campeonato Brasileiro por duas vezes, em 1977 contra o São Paulo, e em 1980 contra o Flamengo. Nessa fase de ouro, além de Reinaldo, brilharam Cerezo, Éder, Luizinho, Paulo Isidoro, João Leite, Nelinho e Palhinha. Muitos atleticanos consideram o Atlético dessa época o melhor de todos os tempos. E como administração anda ao lado da boa equipe, o presidente Elias Kalil, que dirigiu o Galo nesse período, também é tido como o melhor dirigente que já passou pelo clube.
A final do Brasileiro de 1977 representou uma injustiça para o Atlético, que havia feito uma belíssima campanha, permanecendo invicto, com dez pontos à frente do São Paulo. Mas o regulamento previa a finalíssima, em um único jogo. Sem a vantagem do empate, o Galo teve como único benefício o fato de atuar em seu palco, o Mineirão. Reinaldo, expulso na terceira fase em partida contra o Fast Clube de Manaus, foi julgado entre as duas partidas da semifinal, condenado a quatro jogos de suspensão e ficou de fora da grande decisão.
Sem a sua maior estrela, o Atlético enfrentou um São Paulo experiente, que tinha no forte sistema defensivo o seu maior trunfo. Assim como o Galo, o Tricolor paulista não contava com o seu artilheiro, Serginho, suspenso por ter agredido um bandeirinha também na terceira fase. O técnico são-paulino, Rubens Minelli, que havia conquistado os dois Brasileiros anteriores pelo Internacional-RS, armou a sua equipe para neutralizar as jogadas de meio-campo atleticanas. Em poucos minutos de jogo, a torcida sentiu que a partida não seria fácil. Mesmo truncando o jogo no meio-campo, o São Paulo teve as melhores chances do primeiro tempo, mas esteve longe de dominar o jogo. O Atlético via escorrer por entre os dedos o título, que antes julgava ser fácil de conquistar. No intervalo da partida, Minelli pedira à sua equipe que continuasse marcando forte. Ela conseguiu fazê-lo até a entrada de Paulo Isidoro, no lugar de Marcelo. Ele entrou e fez com que o Atlético dominasse a partida, mas sem criar grandes chances de gol, a não ser por um chute seu que Waldir Peres defendeu. No fim da prorrogação, o meia são-paulino Neca, no circulo central, entrou para pegar a perna do atacante atleticano Ângelo. A falta foi tão violenta que houve lesões no osso, no músculo, na cartilagem e nos ligamentos. Os companheiros correram para tirar satisfação com Neca quando Chicão, volante do São Paulo, pisou propositalmente na perna contundida do atacante. Para desespero da torcida, o árbitro Arnaldo César Coelho (hoje comentarista de arbitragem) mostrou apenas o cartão amarelo para ambos. Depois disso, o volume de jogo atleticano só fez diminuir, e o intento são-paulino foi assegurado: a decisão foi para os pênaltis. Foi aí que entrou a malandragem do goleiro Waldir Peres, do São Paulo. João Leite defendeu o pênalti cobrado por Getúlio, e na hora de Cerezo bater, Waldir foi até a bola e provocou o jogador, que chutou por cima do gol, empatando as penalidades.
Na vez de Chicão bater, João Leite pegou de novo e tudo parecia que a vitória viria. Principalmente depois de Ziza marcar a segunda cobrança. Mas a catimba de Waldir Peres falou mais alto: Joãozinho Paulista e Márcio caíram na armadilha, desperdiçaram as suas cobranças, e o título ficou com o São Paulo. O Mineirão chorou, da mesma forma que o Maracanã da final da Copa do Mundo de 1950.
Já a final do Campeonato Brasileiro entre Atlético e Flamengo foi decidida em dois jogos. O primeiro, no Mineirão e o segundo, no Maracanã. O time carioca era o melhor do país e tinha no comando um dos maiores jogadores brasileiros de todos os tempos, Zico. Além disso, o Flamengo tinha a vantagem de dois empates por ter apresentado uma melhor campanha. No primeiro jogo, com o Mineirão lotado, vitória atleticana por 1 x 0, gol de Reinaldo, quando o time mineiro poderia ter liqüidado o adversário com um placar mais dilatado, já que foi muito superior.
No Maracanã, a história foi diferente. Havia um clima de guerra, com a torcida flamenguista jurando a atleticana de morte, que não se intimidou e levou ao Maracanã cerca de 15 mil torcedores. Após muito mistério, Zico foi liberado pelo departamento médico e confirmado para jogar. O Galo nessa final, contaria com Reinaldo e a experiência de Palhinnha (ex-Cruzeiro) e Chicão (ex-São Paulo), o antigo inimigo e carrasco da final de 77. No campo, o que se viu foi um futebol rápido, com o Flamengo partindo para cima e o Atlético explorando os contra- ataques. Nunes abriu o marcador logo aos seis minutos de jogo, e a torcida do Flamengo ainda comemorava quando Reinaldo, num lance em que envolveu toda a defesa flamenguista, chutou sem chance para o goleiro Raul.
Zico desempatou aos 44 minutos. Após um bate-rebate na área, a bola foi parar em seus pés, ele girou e chutou no ângulo. No segundo tempo, o time carioca continuou em cima do Atlético, tanto que parecia estar mais fácil o terceiro gol flamenguista do que o empate atleticano. Mas aos 21 minutos, num lance pela esquerda, Éder cruzou para a área, e novamente Reinaldo, mesmo machucado, empurrou a bola para o fundo das redes. Esse empate dava o título ao Galo. Mas aos 36 minutos, com o Galo sitiado, sem 3 jogadores, Andrade lançou Nunes, que passou por Silvestre e fez o terceiro gol do Flamengo. O Galo ainda tentou, mas já era tarde. Final de jogo: Flamengo 3 x 2 Atlético. O Atlético perdia a sua segunda final em Campeonatos Brasileiros e acusava o juíz José de Assis Aragão de favorecer o Flamengo na partida, pois é até hoje, a única decisão de Campenonato Brasileiro que teve o maior número de jogadores expulsos de um mesmo time: 03 de Atlético e nenhum do Flamengo.

Se não fosse a conquista da Copa Centenário, o que aumentou o ego do atleticano, os títulos em Minas de 91 a 97 se resumiriam a apenas dois campeonatos mineiros, em 1991 e em 1995.
Fora de Minas, o Atlético conquistou a Copa Conmebol por duas vezes (1992 e 1997). Em 1992, na primeira edição da Copa, o Galo disputou a final contra o Olimpia, do Paraguai, tornando-se campeão com uma vitória de 2 x 0, no Mineirão (gols de Negrine) e uma derrota, na segunda, por 1 a 0, em Assunção. O Galo conquistava seu primeiro título Sul-Americano. Em 1997, o adversário na final foi o Lanus, da Argentina. Na primeira partida fora de casa, o Atlético goleou por 4 x 1. A partida terminou em pancadaria. Na partida de volta, com o título praticamente assegurado, houve empate em 1 x 1 no Mineirão. Era a primeira vez que a torcida comemorava um título internacional junto aos seus heróis.
Em Campeonatos Brasileiros, o Galo esteve sempre para “chegar lá”. Mas, na hora de decidir, faltava alguma coisa. Foi assim em 1991, quando a equipe foi desclassificada pelo São Paulo, terminando o campeonato em terceiro lugar. Em 1994, a pedra no caminho foi o Corinthians, e a classificação final foi um quarto lugar. Já em 1996, ano que o goleiro tetracampeão mundial Taffarel defendia o gol, a Portuguesa despachou o Atlético, que terminou o certame de novo em terceiro. Em 1997, foi a vez de o Palmeiras jogar um balde de água fria nas esperanças atleticanas, deixando o Galo com mais uma quarta posição. Os bons resultados gerais, no entanto, garantem ao Atlético a liderança no ranking da CBF.
Depois de quatro anos sem ganhar o Campeonato Mineiro, o Atlético chegou a 37 títulos em 1999. Além de vencer a Copa Millenium, em Miami, e a Copa dos Três Continentes, no Vietnã, o Galo chegou de novo a uma final de Campeonato Brasileiro, depois de 19 anos. A campanha do Atlético no decorrer do campeonato foi cheia de altos e baixos. O que realmente fez o Galo engrenar foi o encontro com o Cruzeiro pelas quartas-de-final. Como o Atlético havia se classificado na oitava posição e o Cruzeiro na Segunda, o regulamento reunia mais uma vez os dois grandes de Minas, para a sorte do Atlético. A Raposa tinha a vantagem do empate, mas o Galo possuía o “matador” Guilherme. Foram dois jogos e duas vitórias atleticanas, por 4 x 2 e 3 x 2. Belo Horizonte viveu um carnaval em preto e branco. Nesses jogos, Guilherme marcou quatro dos sete gols. Na fase seguinte, veio o Vitória, da Bahia, um time jovem e comandado pelo ex-ídolo atleticano Toninho Cerezo. Novamente a vantagem pertencia ao adversário. E de novo, o Galo obteve a classificação, dessa vez para a finalíssima, com uma vitória no Mineirão por 3 x 0, perdendo a segunda em Salvador por 2 xa 1 e vencendo a terceira, também na capital baiana, por 3 x 0. Quase 20 anos depois, o Galo disputava outra final de Campeonato Brasileiro.
O adversário na final, o Corinthians, era o clube mais poderoso do Brasil, campeão no ano anterior e com a vantagem do empate por ter terminado o campeonato em primeiro lugar. No primeiro jogo, vitória atleticana por 3 x 2. Guilherme marcou os três gols e tornou-se o único jogador a fazer três gols em uma final de Campeonato Brasileiro. O primeiro aconteceu com apenas 15 segundos de partida, e o segundo, aos 27 minutos. Perdendo de 2 x 0, restou ao Corinthians partir para cima e tentar diminuir o marcador. Conseguiu seu primeiro gol aos 39 minutos, com Vampeta, mas, quando parecia que o jogo ia endurecer, no último minuto do primeiro tempo Robert fez um cruzamento perfeito da direita e novamente Guilherme, sem marcação, completou de cabeça na pequena área. Aos 24 minutos do segundo tempo, o Corinthians diminuiu para 3 x 2 com Luizão. Se o Galo conseguiu reverter a vantagem, teria que jogar agora por um vitória simples ou dois empates, em São Paulo.
No segundo jogo, em São Paulo, a história foi diferente. O Galo entrou em campo sem um dos seus principais jogadores, Marques, que estava contundido, e demonstrando querer o empate. Acabou perdendo. Luizão fez dois gols, e o time paulista venceu por 2 x 0. Para a terceira partida, Marques bem que tentou se recuperar, mas não conseguiu. Mesmo jogando sem ele, o Galo lutou até o último minuto, pressionando um Corinthians acuado, dependendo do goleiro sempre salvador Dida. O jogo terminou 0 x 0, e, como no ano anterior, o título ficou com os paulistas. O Timão ergueu a taça graças à sua merecida vantagem no certame. Mesmo com a derrota, o atleticano comemorou o vice-campeonato e reconheceu a luta de seus bravos guerreiros. No dia seguinte, uma legião de torcedores recepcionou a equipe no aeroporto, às 4 horas da madrugada.
Como vice do Brasileiro de 1999, o Galo voltou a disputar a Copa Libertadores da América após 19 anos. O seu grupo na primeira fase foi formado por Bolivar (BOL), Cobreloa (CHI) e Bella Vista (URU). A equipe alternou bons momentos dentro de casa, onde venceu todos os jogos, com maus resultados jogando fora, onde não conseguiu fazer um ponto sequer. Mesmo tendo ficado entre os dois primeiros da chave, o Atlético não obteve sua vaga com facilidade, terminando a fase em segundo lugar, atrás do Bolivar. Nas oitavas de final, o adversário foi o perigoso Atlético-PR. No primeiro jogo, no Mineirão, vitória do Galo por 1 x 0, gol de Guilherme. No emocionante jogo de volta, na fria Curitiba, o time mineiro perdeu por 2 x 1, resultado que levou a decisão para os pênaltis. Nas cobranças, os mineiros saíram vencedores.
Na fase seguinte, o adversário foi o temido Corinthians, e o confronto repetiria a história do Campeonato Brasileiro. No primeiro jogo, no Mineirão 1 x 1. No segundo jogo, mesmo sem contar com a muralha Dida, atuando pela Seleção, o Corinthians venceu o Atlético por 2 x 1, tirando a equipe mineira da competição.
A conquista do bicampeonato mineiro de 2000 confirmou a supremacia do Atlético em Minas no século 20. O título foi o 38º do clube em 85 certames. A trajetória vitoriosa teve início com a chegada do treinador Márcio Araújo, depois que Humberto Ramos deixou o comando, logo após a equipe fracassar na Copa Sul-Minas, em fevereiro. O elenco também foi alterado. Apesar da boa campanha no Brasileirão de 99, alguns jogadores saíram, como Belleti, Robert e Galvan, para a chegada de Ramon Menezes, Cleison, Irênio, Gilberto Silva, Caíco e Célio Silva.
As novas peças foram bem aplicadas na estrutura da equipe base, que teve em Marques e Guilherme, no ataque, e em Cláudio Caçapa, na defesa, as suas peças fundamentais. O alto astral de Márcio Araújo e um esquema de jogo voltado para atacar o adversário também acabaram fazendo bem ao time, que só perdeu duas partidas no campeonato: uma diante do América e outra contra o Cruzeiro. Mas, nas duas oportunidades, o time já estava classificado e atuou com jogadores reservas. Para as finais, contra o arquirrival Cruzeiro, contou com a vantagem do empate por ter a melhor campanha. A primeira partida acabou em 2 x 0 e a segunda em 1 x 1, o que garantiu o título ao Galo. Ramon Menezes, que estreou, foi o destaque da equipe no certame. O elenco campeão: Velloso, Bruno, Caçapa, Gilberto Silva, Ronildo, Gallo, Cleisson, Ramon, Lincoln, Ghilherme, Marques, Kleber, Célio Silva, Mancine, Vitor, Valdir Paulista, Cairo, Irênio, André e Caíco.

A conquista do bicampeonato mineiro em 2000 marcou o início de um período de jejum de conquistas do Atlético. Foi a última vez que o torcedor atleticano soltou o grito de campeão. O Galo acumulou fracassos seguidos não apenas na competição estadual, mas também nos certames nacionais. Em 2001, o Galo chegou a decisão, mas foi superado pelo América, que conquistou o título. Na primeira partida, o Coelho goleou por 4 x 1 e no jogo de volta o Atlético venceu por 3 x 1, mas o placar foi insuficiente.
Nesse período, no Estadual, o Atlético acabou perdendo espaço, sendo que nos campeonatos de 2005 e 2006 não conseguiu nem sequer chegar à decisão do título. O Galo viu crescer a concorrência do Ipatinga que foi campeão em 2005 e vice-campeão em 2006. Nas duas ocasiões, o alvinegro mineiro caiu nas semifinais, diante da Raposa. Em 2005, terminou na quarta colocação, atrás ainda da URT, de Patos de Minas e, em 2006, ficou na terceira posição, à frente do América.
Se no Campeonato Mineiro, o Galo perdeu posições, pior foi a situação no cenário nacional. Além do jejum de títulos, que durou seis anos (2000-2006), o Atlético caiu para a Segunda Divisão do Futebol Brasileiro, o que nunca havia acontecido na história do clube e da competição, da qual foi o primeiro campeão nacional, em 1971. Em 2004, o namoro com a Série B quase deu em casamento. O alvinegro mineiro escapou na última rodada, após uma vitória sobre o São Caetano, no Mineirão, por 3 x 0. Em 2005, não houve escapatória e o Atlético sofreu com o descenso à segunda divisão do campeonato Brasileiro.

Danilinho
No ano seguinte, no entanto, o Atlético mostrou sua força e, com a ajuda da torcida, foi campeão brasileiro da Série B, com maior média de público do ano entre todos os times do Brasil, garantindo assim o acesso de volta à Série A do Campeonato Brasileiro.
Em 2007, em fase de comemoração do título brasileiro da Série B, o clube voltou a conquistar o título do Campeonato Mineiro, vencendo novamente ao Cruzeiro na final do estadual.

Marques
Nos últimos anos, o Atlético vem se modernizando e, com as obras realizadas na Cidade do Galo, já é um dos clubes mundiais com maior estrutura para futebol profissional e de base.
Para finalizar, vou utilizar um texto escrito por Mauro Beting sobre o centenário do GALO:
“O atleticano tem a coragem do galo, mas não a crista. Luta e vibra com raça e amor. Mas não se acha o dono do terreiro. Sabe que precisa brigar contra quase tudo e contra quase todos. Até contra o vento, na célebre imagem de Roberto Drummond. Aquela que fala da camisa preta e branca pendurada num varal durante uma tempestade. Para o escritor atleticano, ou, melhor, para o atleticano escritor, o torcedor do Atlético sopraria e torceria contra o vento durante a tormenta.
Não é metáfora. É meta de quem muitas vezes fica de fora da festa. Não porque quer. Mas porque não querem. Posso falar como jornalista há 17 anos e torcedor não-atleticano há 41: não há grande equipe no país mais prejudicada pela arbitragem. Os exemplos são tantos e estão guardados nos olhos e no fígado. Não por acaso, o atleticano acaba perdendo alguns jogos e títulos ganhos porque acumulou nas veias as picadas do apito armado.
Algumas vezes, é fato, faltou time. Ou só sobrou raça. Mas não faltou aquilo que sobra no Mineirão, no Independência, onde o Galo for jogar: torcida. Pode não ser a maior, pode não ser a melhor, pode até se perder e fazer perder por tamanha paixão, cobrando gols do camisa 9 como se todos fossem Reinaldo, pedindo técnica e armação no meio-campo como se todos fossem Cerezo, exigindo segurança e elegância da zaga como se todos fossem Luisinho.
Mas não se pode cobrar ninguém por amar incondicionalmente.
O atleticano não exige bola de todo o time. Não cobra inspiração de cada jogador. Quer apenas ver um atleticano transpirando em cada camisa, em cada posição, em cada jogada. Por isso pede para que o time lute. É o mínimo para quem dá o máximo na arquibancada.
A maior vitória atleticana é essa. Mais que o primeiro Brasileirão, em 1971, mais que o vice mais campeão da história do Brasil, em 1977. Os tantos títulos e troféus contam. Mas tamanha paixão, essa não se mede. Essa é desmedida. Essa é a essência atleticana.
Essa é centenária. Essa é eterna.”
Fundadores – Aleixanor Alves Pereira, Antônio Antunes Filho, Augusto Soares, Benjamim Moss Filho, Carlos Maciel, Eurico Catão, Francisco Monteiro, Hugo Fracarolli, Humberto Moreira, Horácio Machado, João Barbosa Sobrinho, Jorge Dias Pena, José Soares Alves, Júlio Menezes Mello, Leônidas Fulgêncio, Margival Mendes Leal, Mário Neves, Mário Lott, Mário Toledo, Mauro Brochado, Raul Fracarolli e Sinval Moreira.
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Galo *_*
maior orgulho de ser mineira e torcer pro Galo, familia atleticana (apesar de alguns pesares isuahasiuashuh), vózinha atleticana, mãe também *__*
ahhhhh, isso é lindo!
Só quem tem esse amor por esse time sabe!
\Oo/
vencer, vencer, vencer!!!!
Galo forte e vingador!
o Hino mais lindo do futebol do mundo todo!!
ganhou até campeonato de hinos na Itália \o/
hehehhehe
e teve a Xuxa no Baile de Carnaval, iasuhasuihasiuashas!
xD
um máximooooo!
só amo você mais que o Galo =P
ser Atleticano é o maior orgulho que um ser pode ter,(rib.preto sp)